Em 1958 um visionário chamado Walter C. Jerome de Worcester estado de Massachusetts, criou um carro conceito e deu o nome de Sir Vival (Senhor Vival). Jerome o chamou de “veículo revolucionário” expressando sua preocupação com a falta de atenção à segurança em Detroit nos anos 1950.

O Sir Vival tinha características marcantes e uma construção que podemos chamar de espantosa, algo que até poderia ser projetado no papel, mas ficado só no papel. O carro foi construído em duas partes, o motor e as rodas dianteiras eram separados da cabine principal de passageiros por meio de uma junta universal articulada. O motorista ficava em um assento elevado onde desfrutava de visibilidade de quase 360 ​​graus, graças a uma estrutura cilíndrica de vidro, tudo isso pensando na segurança.

Hudson – 1948

O Sir Vival foi construído a partir de um Hudson de 1948. Walter Jerome projetou o carro e recrutou alunos de engenharia para auxiliar na construção. O Sir Vival tem pouca semelhança com o Hudson original.

Embora nunca tenha sido produzido comercialmente, o Sir Vival apresentava muitos conceitos inovadores de segurança automotiva que mais tarde se tornariam padrão, como cintos de segurança, gaiola de proteção, portas laterais deslizantes, para-choques de borracha e luzes laterais.

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O principal conceito do carro era proporcionar uma Condução Segura, para isso ele foi projetado com motor e cabine em duas peças e o chassi segmentado em duas partes. A ideia era que, em uma colisão frontal ou lateral, as seções se articulassem em torno do eixo vertical e absorvessem o impacto crítico da colisão. O condutor do Sir Vival ficava em um assento elevado individual, cerca de 90 cm acima do nível do banco traseiro do passageiro. Para aumentar a visibilidade, o “para-brisa” do Sir Vival era um cilindro de vidro com cerca de 30 cm de altura e 1,20 m de circunferência.

Jerome projetou o Sir Vival focando na segurança dos motoristas e ocupantes, estimando produzir 10 a 12 carros por ano, com preço de varejo de US$ 10.000. Esse não era um preço insignificante, visto que um Cadillac Série 62 custava a partir de US$ 5.000 na época. Foram muitos anos tentando parcerias e financiamento para desenvolver seu projeto. O carro foi exibido em diversas feiras, Salões de Automóveis e revistas especializadas em automóveis, enfatizando os recursos de segurança e avanços tecnológicos.

Apesar da repercussão na imprensa e das apresentações em locais de renome, Jerome nunca conseguiu o financiamento necessário para fabricar um segundo Sir Vival, e assim o protótipo permanece a única versão já produzida.

Sir Vival não está em funcionamento desde sua exibição na Feira Mundial de 1964. Após a morte de Jerome no início da década de 1970, a família Moore, proprietária da Bellingham Auto Sales, que forneceu o Hudson original, assumiu a posse. Em 2022 o carro passou às mãos do Lane Motor Museum, que planeja restaurá-lo.

Fonte: Wikipédia e sites relacionados

Matéria de Marcus Vinicius

Revisão de Jaderson Gomes

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30/10/2025

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