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“Jeep” ou “Jipe”

O termo jipe virou sinônimo de automóveis destinados ao uso fora de estrada, ou off road, normalmente com tração nas quatro rodas. A palavra Jipe é um aportuguesamento do termo em inglês jeep, derivado da pronúncia em inglês da sigla GP, que significa general purpose ou “uso geral”, embora essa não seja a origem da marca Jeep

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Bantan BRC

 

O primeiro protótipo foi o Bantan BRC cuja traseira é semelhante às traseiras do Jeep Willys mas a frente é arredondada, bem de acordo com o design típico do final dos anos 30

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Jeep Ford GP

Dizem que o primeiro Jeep foi o Willys MB ou simplesmente “42”, mas isso é um erro, antes dele, outros modelos de Jeep foram enviados para as frentes de combate, como o Willys Quad , o Bantan BRC, o Willys MA e o Ford GP

O Jeep surgiu como veículo de guerra americano no final dos anos 1930, era leve, com capacidade de superar terrenos difíceis e capacidade para levar alguns homens e armamentos

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Willys Jeep 1943

Ao final da segunda guerra mundial, a Willys requisitou o registro do nome “Jeep”

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Segundo informações da Chrysler do Brasil, o nome “Jeep” deve-se ao personagem de histórias em quadrinhos chamado “Eugene the Jeep” (ou simplesmente Jeep). Foi criado em março de 1936 pelo cartunista E.C.Segar para fazer companhia ao Popeye.  Ele era do tamanho de um cachorro nativo da África e resolvia todos os problemas do Popeye e da Olivia Palito, sua característica era sempre falar a verdade

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DKW Candango

No Brasil, a  Vemag tentou lançar esse veículo denominando-o como Jeep DKW Vemag, mas a Willys detinha os direitos sobre a denominação Jeep e daí surgiu o nome “CANDANGO” produzido entre 1958 e 1963, em homenagem aos operários que trabalharam na construção de Brasilia

No Brasil, o Jeep foi lançado no final dos anos 1950 e foi produzido até o início dos 1980, inicialmente pela Willys Overland do Brasil e depois pela Ford que adquiriu a Willys.

Fonte de consulta: Wikipédia e sites relacionados

Ford Galaxie 500, LTD e Landau

O Ford Galaxie foi fabricado pela Ford no Brasil de 16 de fevereiro de 1967 a 2 de abril de 1983, totalizando 77.850 uni­­dades produzidas. Trata-se de um modelo sedã luxuoso, contando inclusive com ar condicionado e direção hidráulica já no fim da década de 1960, itens considerados opcionais até hoje em muitos carros.

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Em 1969, foi lançada a versão LTD do Galaxie, mais luxuosa, com acabamento do painel e das portas melhorado, teto em vinil, ar condicionado e câmbio automático opcional (hidramático, como chamado na época).  O LTD foi o primeiro carro brasileiro a ter câmbio automático, e ,o segundo a ter ar condicionado. Foi responsável por popularizar esses itens no país. A versão era equipada com um novo motor 292 V8.

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Em 1970 surgiu o Galaxie Standard, ou somente Galaxie. Era uma versão de entrada do luxuoso sedã. Não possuía direção hidráulica, relógio e rádio. Também vinha sem a maioria dos frisos,  calotas pequenas e pneus comuns sem faixa branca.

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O Landau, apresentado na linha 71, oferecia  além do teto de vinil, vigia traseiro menor, aplicações em jacarandá no painel e nas portas, forrações finas no interior e um adorno em formato de “S”, que caracterizava o modelo.

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Em 1973, ganhou novo capô, nova grade, teve a traseira redesenhada (e mais uma vez ganhou novas lanternas), novas calotas, frisos redesenhados e uma maior diversidade de cores. Em 1974 e 1975 não houve maiores mudanças.

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Para a linha 1976, o Galaxie passou por grandes mudanças estéticas. Os faróis passaram a ser dispostos horizontalmente, assim como as lanternas traseiras, estas divididas em 3 segmentos em cada lado, mantendo a característica dos piscas traseiros sempre funcionando nas luzes de freio. As lanternas dianteiras passaram a ser maiores, mais envolventes e em posição vertical.

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Em 1978 toda a linha recebia novo volante de 4 raios, além de novo padrão de estofamento, e de nova cor cinza exclusiva para o Landau. Também recebeu pneus radiais e suspensão recalibrada.

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Para 1980 só eram disponíveis os modelos LTD e Landau. Por causa da crise do petróleo, foi lançada a versão com motor 302 movido a álcool com enorme tanque de 107 litros.

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Em 1981 as luzes de marcha a ré voltam a ser integradas às lanternas traseiras, desta vez ocupando o lugar aonde até 1980. Acendia o terceiro par da meia-luz traseira. Foram adotados também suspensão recalibrada e novas pinças de freio.

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Em 2 de abril de  1983 o Galaxie saiu de linha totalizando 77.850 unidades produzidas em seus 16 anos de luxo. Mesmo assim o carro recebeu a primeira calota presa com parafusos (rosqueadas). Neste último ano somente 125 unidades foram produzidas. Nesta época, com o agravamento da crise do petróleo, diminuiu a procura pelos sedãs grandes, o que levou a Ford a encerrar a produção deste que foi o mais luxuoso automóvel produzido no Brasil.

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Encontro e Exposição de Carros Antigos em TRÊS PONTAS-MG

03/dezembro/2017

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Realização: Fusca Clube de Três Pontas

1º Encontro de Carros Antigos da cidade de “Quinze de Novembro-RS”

10/Dezembro/2017 

10-12-2017 - QUINZE DE NOVEMBRO -RS

Um ônibus muito estranho

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Quem tem Ford tem Sorte!

O slogan já foi visto por muitas vezes em adesivos ostentados por
felizardos proprietários em suas carangas, principalmente nos antiguinhos…

Na década de 70, a Rede Sonnervig havia apelidado o Corcel de “Papa
Fusca”. Os mais apaixonados pela marca diziam que era pela qualidade do
modelo. Os mais racionais, esclareciam que se tratava de uma campanha da
concessionária em pagar bem pelo Fusca na troca por um Corcel.

Mas a finalidade deste texto não é travar qualquer competição entre
marcas e modelos, até porque, a paixão que nos une é a “gasolina na veia e a
ferrugem na pele”, independentemente da marca do amigão de quatro rodas, até
porque a gente gosta daquilo que a gente tem, e deve realmente ser assim. Isso
seria uma discussão infinita e, na verdade, muito inútil.

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O relato é sobre uma verdadeira “expedição” feita por um casal de
antigomobilistas mineiros que, incentivados pelos amigos do Rota dos Antigos
de Pouso Alegre, tiveram a felicidade de percorrer mais de quatro mil
quilômetros a bordo de um Ford Landau 1976 sem qualquer intercorrência.

Contaram ainda com a companhia de um amante das motocas.
Irmão/cunhado do casal enferrujado, bravamente acompanhou o Fordão montado
em sua Yamaha Drag Star 650 ano 2007 levando na garupa o filho de 16 anos,
contaminado mirim pela gasolina.

Pelo caminho, foram marcando as paradas com os adesivos do Rota dos
Antigos de Pouso Alegre e do Motogrupo Engrenados.

Foram 10 dias de viagem, com início em Pouso Alegre/MG e destino a
Gramado/RS. Mas como mineiro é bicho curioso, não seria nem próximo de
suficiente simplesmente rasgar as famosas BRs 116 e 101 até o destino. Tinha
que ter desvios para matar a curiosidade acerca de alguns comentados pontos
turísticos que estavam próximos da rota principal. 

Nessa toada, ao cruzarem São Paulo, optaram por descer a maravilhosa Rodovia Anchieta e seguirem pelo litoral paulista (SP 055/ BR 101) até Miracatu/SP, onde “desaguaram” na BR 116.

“Desaguaram” é realmente a expressão correta, porque referido trecho de aproximadamente 170km foi percorrido sob intensa chuva, o que não foi nenhum problema para o Velho Fordão, cujo aparelho de ar condicionado ajudou a manter os vidros desembaçados.

Pois bem. Como não poderiam deixar de levar o Galaxie para surrar a famosa Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina, foi decidido um pernoite em Joinville/SC para que, então, a tal ladeira fosse vencida durante o dia.

Subida e descida não foram nenhum problema para o velho motor 302 que bravamente venceu aquela estrada íngreme cuspindo fúria pelo escapamento e se despedindo pelo retrovisor de alguns “irmãozinhos” mais novos.

Os detalhes da turística Gramado/RS não precisam ser comentados, até porque não se trata de uma matéria sobre turismo, mas sim sobre a valentia de um “Fordão Véio”.

No retorno, decidiu-se por mais um desvio com pernoite na simpática Morretes/PR para experimentar o Galaxão na Serra da Graciosa (PR 410). A descida foi percorrida durante a noite mesmo (os quatro faróis pareciam um sol) e a subida se deu logo pela manhã.

O trecho do litoral paulista que não pode ser apreciado na ida devido à chuva forte, foi vingado na volta. A BR 116 foi abandonada em Miracatu/SP, quando ganharam novamente a BR 101 e SP 055.

Mas subir a Rodovia Anchieta e encerrar a “expedição” seria tremendo desperdício em um dia ensolarado. Por isso, a mudança de planos quanto ao trajeto, com a decisão de seguir pelo litoral paulista até a histórica Paraty/RJ.

A reforma do trajeto além de permitir apreciar o litoral paulista, daria oportunidade de lançar o Fordão no famoso calçamento de “pé-de-moleque” em Paraty, submetendo a suspensão e pivôs a teste severo, além de obriga-lo a enfrentar ainda a temida serra Paraty-Cunha (cuja pavimentação em bloquetes de cimento já está concluída e ficou linda).

Por fim, pequeno desvio até a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, para agradecimento pela benção de uma viagem tão tranquila.

Ao todo, foram mais de quatro mil quilômetros percorridos sem que sequer baixasse o nível de água do radiador ou do óleo do cárter. Mas o tanque de gasolina, este era difícil de manter no nível, mas nada que impedisse de dizer: valeu muito!

O Fordão é realmente valente! Mas os aventureiros não podem deixar de agradecer aos mecânicos Daniel e Dariel (pai e filho) que deixaram a máquina supimpa para enfrentar essa batalha.

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 Quilometragem inicial

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 Quilometragem final, pouco mais de quatro mil quilômetros percorridos

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 Chuvarada no litoral paulista. Pobre motoqueiro tomou chuva até Curitiba, mas jamais pensou em desistir da empreitada.

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Famosa ponte estaiada de Laguna/SC. Aqui a ansiedade começava a aumentar, pois o acesso à Serra do Rio do Rastro já estava a pouco mais de 100 km adiante.

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Enfim, o pátio do Mirante da Serra do Rio do Rastro.

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Não é exagero. A Serra do Rio do Rastro é realmente linda.

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 Paredão na Serra do Rio do Rastro

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 Espiando um pouco antes de entrar em Gramado. Mineiro é desconfiado.

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Congelou o vinil original de 41 anos de idade. Não se deve fazer isso com um sênior!

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Se pudesse, traria a barca para dentro de casa.

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Parada para contemplar o mar em São Francisco do Sul/SC

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Maravilhosa Serra da Graciosa – PR

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Esse camarada se meteu em cada lugar. Quem disse que carro antigo não pode andar em estrada de terra?

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Serra da Graciosa – PR – Motoca sempre a frente, para evitar ser deixada para traz pelo furioso Ford 302!!

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Portal da Serra da Graciosa

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Valentes da motoca. Haja coluna para resistir!!

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Pela janela da barca: Os barcos na marina em Ilha Bela/SP

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Não tem medo da maresia não. Se meteu na areia da Praia da Boraceia em Bertioga

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Paraty/RJ – Isso seria um “mini pão de açúcar”?

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Parece que não vai caber nas estreitas vielas de Paraty

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Pintura preto bali é bonita. Mas difícil de manter. Ainda mais depois de tantos quilômetros percorridos em 10 dias.

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Última parada antes de voltar para casa. Agradecer pela bênção de uma viagem absolutamente tranquila.

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Olhar pelo retrovisor nessa hora foi angustiante. A última parada ficava para trás. Daí, mais 160 quilômetros direto para casa. É como se fosse a última música do show.

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De volta ao lar. Motociclista e antigomobilista transpirando gasolina felizes da vida com uma experiência indescritível.

Se você tem uma história parecida com esta, mande pra gente em  ferrugemnapele@gmail.com  que divulgaremos aqui.

 

 

Encontro de Carros Antigos de Tapejara-RS

Realizado em 12/11/2017

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Tapejara é um município do estado do Rio Grande do Sul, Brasil.

 Área240,6 km²

População19 252 hab. Censo IBGE/2010
Municípios limítrofesCharrua, Ibiaçá, Santa Cecília do Sul, Água Santa, Vila Lângaro e Sertão
Altitude658 m

Fotos enviadas por Vilson Winkler

Ford Maverick

O Maverick foi um automóvel criado pela Ford dos Estados Unidos que obteve grande sucesso em seu país de origem. Também foi fabricado no Brasil entre 1973 e 1979 em versões exclusivas com motores 4 e 6 cilindros.

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O “MAVERICK” NOS ESTADOS UNIDOS

Ao fim dos anos 60, a Ford norte-americana buscava um veículo compacto, barato e econômico para os padrões do país,  que pudesse fazer frente à crescente concorrência dos carros europeus e japoneses. Então no dia 17 de abril de 1969  o “Maverick” foi lançado por US$ 1.995, com 15 cores disponíveis e motores de 2,8 e 3,3 litros, ambos de seis cilindros.

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A Ford o anunciou como o veículo ideal para jovens casais, ou como segundo carro da casa. O estilo foi claramente copiado do Mustang. O sucesso foi imediato e logo no primeiro ano foram vendidas 579.000 unidades.

O “MAVERICK” NO BRASIL

O primeiro Maverick  produzido no Brasil deixou a linha de montagem em 4 de junho de 1973. O público já começava a interessar-se pelo modelo desde o Salão do Automóvel de São Paulo de 1972, quando o carro foi apresentado. O que seguiu foi uma das maiores campanhas de marketing da indústria automobilística nacional, contando inclusive com filmagens nos Andes e na Bolívia.

O carro apresentava inicialmente três versões: Super (modelo standard), Super Luxo (SL) e o GT . Os Super e Super Luxo apresentavam-se tanto na opção sedã quatro portas e  como cupê duas portas, sendo sua motorização seis cilindros em linha ou, opcionalmente, V8, todos com opção de câmbio manual de quatro marchas no assoalho ou automático de três marchas na coluna de direção.

Já o “Maverick GT” era o top de linha, se destacava externamente pelas faixas laterais adesivas na cor preta, capô e painel traseiro com grafismos pintados em preto fosco e rodas mais largas. O Maverick GT vinha equipado com motor de 8 cilindros em V de 302 polegadas cúbicas, potência de 199 hp  e 4.950 cm3 de cilindrada oferecido somente com câmbio manual de quatro marchas com acionamento no assoalho, podia acelerar de 0 a 100 km/h em pouco mais de dez segundos.

Também eram itens que equipavam somente a versão “GT”: um par de presilhas em alumínio no capô e internamente  um conta-giros sobreposto à coluna de direção do volante.

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No ano de 1975, com o objetivo de homologar o Kit Quadrijet para as pistas, a Ford lançou no Brasil o famoso Maverick Quadrijet. Verdadeira lenda entre os antigomobilistas e amantes de velocidade, o Maverick Quadrijet era um Maverick 8 cilindros cujo motor era equipado com um Carburador de corpo Quádruplo (daí o nome “Quadrijet”), coletor de admissão apropriado, comando de válvulas de 282º  e taxa de compressão do motor elevada para 8:5:1, aumentando a potência do carro, de 140 cv para 185 cv (potência líquida) a 5.600 RPM. Com essas modificações o Ford Maverick acelerou de 0 a 100 km/H em  6,5 segundos e atingiu a Velocidade Máxima de 205 km/h.

 O “FORD MAVERICK” NAS PISTAS

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Os “Maverick” equipados com o potente motor V8 fizeram grande sucesso nas pistas brasileiras, reinando de 1973 a 1977 em praticamente todas as provas das quais participou.  Alguns Maverick receberam extensas modificações, como por exemplo o modelo construído pela Ford especialmente para a Divisão 3, por intermédio do preparador Luiz Antonio Greco. O motor recebeu, entre outros itens, cabeçotes de alumínio Gurney-Weslake, iguais aos usados no lendário Ford GT40, comando de válvulas especial e 4 carburadores de corpo duplo Weber 48 IDA. Com esta modificação o motor atingiu a potência de 450cv líquidos, cerca de 3 vezes a potência original.

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A partir dos anos 90, devido à maior facilidade de importação no Brasil, muitos proprietários equiparam seus Maverick com peças para alta performance de origem norte-americana, o que fez o carro ser largamente usado em provas de arrancada que se multiplicaram no país. Neste tipo de prova os Maverick têm logrado grande sucesso, sempre arrancando vibração do público com o ronco característico de seu potente motor.

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Última prova da temporada 2017

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