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Gasolina na Veia

ENCONTRO BRASILEIRO DE AUTOS ANTIGOS – ÁGUAS DE LINDOIA – 2017

Águas de Lindoia é um dos onze municípios paulistas considerados estâncias hidrominerais pelo estado de São Paulo. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do Estado para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de estância hidromineral.

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Além de atrair turistas de todo Brasil pela natureza exuberante, suas águas medicinais e o clima tropical de altitude, sedia o maior encontro de autos antigos do Brasil e um dos maiores da America Latina.

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A qualidade, conservação e diversidade de marcas e modelos dos automóveis encantam as pessoas que visitam a cidade durante os quatro dias de evento.

Destaque para esta Pick-Up Chevrolet 1954, apelidada no Brasil de “Marta Rocha”

Quem vem até aqui não quer ir embora.

Bela coleção de Studebaker

MAIS UM POUCO DA HISTÓRIA DE ÁGUAS DE LINDOIA

Até o século XVI, a região era habitada pelos índios caiapós. A partir de então, começou a ser ocupada pelos bandeirantes. No século XVIII, a região era frequentada por tropeiros que viajavam para o planalto goiano, passando por Minas Gerais. Eles foram os maiores divulgadores dos poderes das águas da região.

GEOGRAFIA DE ÁGUAS DE LINDOIA

A altitude média do município é de 945 metros, atingindo seu ponto mais alto no Morro Pelado, aos 1 400 metros de altura. Por estas características o clima é agradável, classificado entre subtropical e tropical de altitude. No censo de 2010, sua população somava 17.261 habitantes, predominantemente na área urbana. A cidade é servida pela rodovia SP 360.

Mostra de belos caminhões

Belo exemplar do raro “Simca Jangada”

Sempre presente nos grandes eventos, o eterno ídolo de uma geração “Carlos Miranda”, protagonista do seriado “Vigilante Rodoviário”. E eu não podia deixar passar a oportunidade de tirar uma foto com ele.

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Texto e fotos: Marcus Vinicius

CIDADE FANTASMA

Nome: NELSON   Estado: NEVADA   

País: ESTADOS UNIDOS

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Nelson é uma  cidade abandonada no estado de Nevada, nos Estados Unidos, na área metropolitana de Las Vegas. Nelson fica no Eldorado Canyon. A vila fica no sudeste da região de Eldorado Valley. Em 2010 tinha uma população de 37 habitantes

A área conhecida como Nelson foi originalmente chamada Eldorado em 1775 pelos Espanhóis que fizeram as descobertas oficiais de ouro na área que é agora Eldorado Canyon. Um século mais tarde, os mineiros ocuparam e fundaram a notável Mina Techatticup. Desentendimentos sobre a propriedade, gestão e até disputas laborais, resultaram em frequentes assassinatos. Apesar da reputação sinistra das minas, a vila produziu vários milhões de dólares em ouro, cobre e chumbo.

As minas estiveram ativas entre 1858 e 1945. Muitos dos homens que trabalharam nelas foram desertores da Guerra da Sesseção. Nelson foi um dos primeiras cidades mineiras de ouro em Nevada. A área junto ao rio Colorado foi destruída em 1974, durante uma inundação repentina. A vila foi o local da maior população mineira na região do Eldorado Canyon. Ouro e prata foram descobertos ali por volta de 1859.

 A vila deve o seu nome a Charles Nelson, um prospetor que foi assassinado na sua mina em 1897 pelo índio “Avote”.

Hoje “Nelson” de fantasma só tem o nome, a cidade além de receber milhares de turistas todos os anos, também é cenário para ensaios fotográficos, tanto para propagandas de moda quanto para álbuns de casamento.

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PARA QUEM NÃO TEM MEDO DE FANTASMA, É UM PASSEIO, DIGAMOS…CURIOSO

As Aventuras de Alfredo, Gilda e o Possante.

Vamos começar esta história com placas amarelas e cabelos pretosz28Este é o “possante”, um fusquinha 1981

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e estes são: Alfredo, Gilda e… o Possante.

Uma história de amor a três que já dura 33 anos.

Tudo começou pelo camping.

As aventuras destes três foi do Oiapoque ao Chui, literalmente, incluindo: Maranhão, Piaui, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, isso  no Brasil, e mais: Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, deserto do Atacama e até o fim do mundo, o “Ushuaia”.

E por onde passaram, ficaram na história.

Ainda esperamos muitas  histórias, desse simpático casal de cariocas, e seu  inseparável fusquinha 1981, contadas mais por fotos do que por prosa.

2 grande encontro

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UM DEPÓSITO DE CARROS ANTIGOS

Durante nossas andanças por aí, descobrimos no interior do estado de Minas Gerais um galpão com mais de trinta carros antigos, todos muito bem guardados e longe dos olhares de curiosos.

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Quem passa por fora deste galpão todo fechado não imagina as raridades que ali estão

Como diz o proprietário, não se trata de uma coleção e sim de um depósito de carros antigos

São diversas marcas e modelos como: Opel, Dodge Dart, Dodge Charger

Este é o “Opel Rekord” que deu origem ao Opala Cupê

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Destaque para este “Chevrolet Opala 1971” com baixíssima quilometragem

Este “Impala 1959” ainda está com as placas amarelas e mantém a pintura e mecânica original

Em perfeito estado, ainda com pintura original este “Plymouth 1952”

Chevrolet com câmbio Hidramático

“Opel” que deu origem ao “Chevrolet Caravan”

Dodge Charger RT 1977

Opel 1957

Opel 1960

Dois exemplares do “Dodge Polara” os famosos “Dojinho”

É evidente a preferência do proprietário pela marca “Opel”

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Devido a disposição dos carros, não foi possível ângulos muito perfeitos para as fotos

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Melhor que seja assim e eles continuem bem quietinhos nesta garagem dos sonhos

Fotos e texto de: Marcus Vinicius

Memórias Sobre Rodas “RENAULT GORDINI”

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O Renault Gordini, foi um carro lançado pela francesa Renault em 1958 na Europa e, mediante licenciamento, pela Williys Overland em 1962 no Brasil. A Willys Overland foi uma empresa associada à Renault. Era o sucessor do Renault Dauphine, com uma mecânica mais refinada. Tinha os mesmos 845 cc de capacidade cúbica, mas desenvolvia 40 cv e possuía um câmbio de quatro marchas que lhe dava um desempenho bem superior ao modelo original, com apenas 31 cavalos e câmbio de três marchas. O aumento de potência no motor Ventoux cht foi obra de Améedée, piloto e respeitado construtor de motores e carros de competição nos anos 50 e 60.

O Gordini tem menos de 4 metros de comprimento e 1,44 metro de altura. Mesmo com quatro portas, a impressão é de que quatro adultos não cabem lá dentro. A carroceria é monobloco e a suspensão, independente nas quatro rodas.g5

O motor, traseiro, é pequeno e sobra muito espaço sob o capô. Pequeno mas eficaz, sua performance foi elogiada pela imprensa especializada já nas primeiras provas. A revista Quatro Rodas, no teste de lançamento, fez com o Gordini de 0 a 100 km/h em 28,7 segundos e chegou aos 125 km/h de máxima. No trânsito da cidade, seu consumo foi de 8,3 km/l. Estava fadado ao sucesso, afirmava a revista.

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Mas a boa crítica não o livrou de um incômodo apelido tascado pelo povo, emprestado de uma campanha publicitária de leite em pó: “Leite Glória”, rapidamente seguido de um “desmancha sem bater.” Credita-se essa maledicência a uma crônica dificuldade de relacionamento da suspensão com nossas ruas e sua tendência de transformar a água do radiador em vapor.

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Participou de um teste de resistência em outubro de 1964 para melhorar a fama do modelo no Brasil. O teste foi realizado entre os dias 27 de outubro de 17 de novembro no Autódromo de Interlagos. Consistia em andar com o carro nestes vinte dias, parando apenas para abastecimento e pequenos reparos de manutenção.

Apesar de sofrer um capotamento durante os testes, o valente carrinho percorreu mais de  50.000 Km com média de 97,03 Km/h. Foi um feito e tanto, considerando-se que choveu muito durante o percurso e o carro avariado pelo acidente.

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Após o feito, a Willys veiculou anúncios divulgando a força do Gordini. Infelizmente, o público não engoliu, o Gordini continuou a vender pouco, e resistiria somente mais três anos em linha. Foi substituído pelo Corcel, um carro desenvolvido pela Willys e a Ford do Brasil, chamada na época de Ford-Willys e mecânica Renault. Adaptado às condições do Brasil, foi um sucesso de vendas, mas, nunca atingiu o nível do Fusca.

Memórias Sobre Rodas “DKW VEMAGUET”, “BELCAR” e “FISSORE”

A Vemaguet é um automóvel brasileiro produzido pela “Vemag”, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1967, juntamente com o “Grande DKW Vemag”

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Belcar 1961

O “Grande DKW Belcar recebeu a denominação de Belcar,  apenas em 1961.

Teve dois derivados populares, a Caiçara produzida entre  1963 e 1965 e a Pracinha, produzida em 1965 e 1966.

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DKW 1963

Até 1963 as portas dianteiras abriam ao contrário, da frente para trás, no sentido do conforto, conquistando o apelido de portas “suicidas” (conforme os americanos se referem a este tipo de abertura) ou portas “deixa ver” ou “DêChaVê” (como ficou comum no Brasil).  Esta última denominação refere-se obviamente ao uso dessas portas por mulheres vestindo saias.

d-mSeu motor de três cilindros em linha e dois tempos (precisa misturar óleo a gasolina), com volume de 1 litro, é dianteiro, assim como a tração. Uma bobina por cilindro, refrigeração liquida, partida elétrica. Motor que ao invés de usar buchas, casquilhos ou bronzinas em suas partes móveis, usa rolamentos, proporcionando assim uma durabilidade acima do comum para os carros da época.

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DKW FISSORE

Em 1964 é lançado no mercado o DKW Fissore. Neste ano a Vemag contava com 4.013 funcionários e uma área de pouco mais de 87.000 m². Seus veículos já contavam com praticamente 100% de nacionalização.

d-65 Em 1964 a Vemaguet têm suas portas alteradas, elas passam a abrir do modo convencional e não mais ao contrário.

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DKW Série Rio 1965

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Em 1965 é lançada a série Rio, em homenagem aos quatrocentos anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro, que, trazia bancos em dois tons de cores, bancos dianteiros com três posições de encosto e limpador de para-brisas com maior área de ação.

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A Vemag havia passado quase dez anos sem introduzir modificações de maior vulto em sua linha. Para que o carro  continuasse a  competir no mercado, em setembro de 1967 a parte dianteira recebeu nova grade em motivos horizontais, que ocupava toda a frente do carro, inclusive os pára-lamas e os quatro faróis. Na traseira colocavam-se novas lanternas horizontais que davam uma impressão de rebaixamento do veículo. O sistema elétrico passou de 6 para 12 volts e foi equipado com alternador em lugar do dínamo. O diferencial voltou a ser mais “longo”, passando a 4,7 k de redução, e possibilitou aumentar um pouco as velocidades máximas sem alterar a aceleração. Mas, em dezembro do mesmo ano, devido a aquisição do Grupo Union pela Volkswagen, encerrou-se a produção do DKW.

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