Busca

Gasolina na Veia

Categoria

carros e seus donos

Quem tem Ford tem Sorte!

O slogan já foi visto por muitas vezes em adesivos ostentados por
felizardos proprietários em suas carangas, principalmente nos antiguinhos…

Na década de 70, a Rede Sonnervig havia apelidado o Corcel de “Papa
Fusca”. Os mais apaixonados pela marca diziam que era pela qualidade do
modelo. Os mais racionais, esclareciam que se tratava de uma campanha da
concessionária em pagar bem pelo Fusca na troca por um Corcel.

Mas a finalidade deste texto não é travar qualquer competição entre
marcas e modelos, até porque, a paixão que nos une é a “gasolina na veia e a
ferrugem na pele”, independentemente da marca do amigão de quatro rodas, até
porque a gente gosta daquilo que a gente tem, e deve realmente ser assim. Isso
seria uma discussão infinita e, na verdade, muito inútil.

q1

O relato é sobre uma verdadeira “expedição” feita por um casal de
antigomobilistas mineiros que, incentivados pelos amigos do Rota dos Antigos
de Pouso Alegre, tiveram a felicidade de percorrer mais de quatro mil
quilômetros a bordo de um Ford Landau 1976 sem qualquer intercorrência.

Contaram ainda com a companhia de um amante das motocas.
Irmão/cunhado do casal enferrujado, bravamente acompanhou o Fordão montado
em sua Yamaha Drag Star 650 ano 2007 levando na garupa o filho de 16 anos,
contaminado mirim pela gasolina.

Pelo caminho, foram marcando as paradas com os adesivos do Rota dos
Antigos de Pouso Alegre e do Motogrupo Engrenados.

Foram 10 dias de viagem, com início em Pouso Alegre/MG e destino a
Gramado/RS. Mas como mineiro é bicho curioso, não seria nem próximo de
suficiente simplesmente rasgar as famosas BRs 116 e 101 até o destino. Tinha
que ter desvios para matar a curiosidade acerca de alguns comentados pontos
turísticos que estavam próximos da rota principal. 

Nessa toada, ao cruzarem São Paulo, optaram por descer a maravilhosa Rodovia Anchieta e seguirem pelo litoral paulista (SP 055/ BR 101) até Miracatu/SP, onde “desaguaram” na BR 116.

“Desaguaram” é realmente a expressão correta, porque referido trecho de aproximadamente 170km foi percorrido sob intensa chuva, o que não foi nenhum problema para o Velho Fordão, cujo aparelho de ar condicionado ajudou a manter os vidros desembaçados.

Pois bem. Como não poderiam deixar de levar o Galaxie para surrar a famosa Serra do Rio do Rastro em Santa Catarina, foi decidido um pernoite em Joinville/SC para que, então, a tal ladeira fosse vencida durante o dia.

Subida e descida não foram nenhum problema para o velho motor 302 que bravamente venceu aquela estrada íngreme cuspindo fúria pelo escapamento e se despedindo pelo retrovisor de alguns “irmãozinhos” mais novos.

Os detalhes da turística Gramado/RS não precisam ser comentados, até porque não se trata de uma matéria sobre turismo, mas sim sobre a valentia de um “Fordão Véio”.

No retorno, decidiu-se por mais um desvio com pernoite na simpática Morretes/PR para experimentar o Galaxão na Serra da Graciosa (PR 410). A descida foi percorrida durante a noite mesmo (os quatro faróis pareciam um sol) e a subida se deu logo pela manhã.

O trecho do litoral paulista que não pode ser apreciado na ida devido à chuva forte, foi vingado na volta. A BR 116 foi abandonada em Miracatu/SP, quando ganharam novamente a BR 101 e SP 055.

Mas subir a Rodovia Anchieta e encerrar a “expedição” seria tremendo desperdício em um dia ensolarado. Por isso, a mudança de planos quanto ao trajeto, com a decisão de seguir pelo litoral paulista até a histórica Paraty/RJ.

A reforma do trajeto além de permitir apreciar o litoral paulista, daria oportunidade de lançar o Fordão no famoso calçamento de “pé-de-moleque” em Paraty, submetendo a suspensão e pivôs a teste severo, além de obriga-lo a enfrentar ainda a temida serra Paraty-Cunha (cuja pavimentação em bloquetes de cimento já está concluída e ficou linda).

Por fim, pequeno desvio até a Basílica de Nossa Senhora Aparecida, para agradecimento pela benção de uma viagem tão tranquila.

Ao todo, foram mais de quatro mil quilômetros percorridos sem que sequer baixasse o nível de água do radiador ou do óleo do cárter. Mas o tanque de gasolina, este era difícil de manter no nível, mas nada que impedisse de dizer: valeu muito!

O Fordão é realmente valente! Mas os aventureiros não podem deixar de agradecer aos mecânicos Daniel e Dariel (pai e filho) que deixaram a máquina supimpa para enfrentar essa batalha.

q2

 Quilometragem inicial

q3

 Quilometragem final, pouco mais de quatro mil quilômetros percorridos

q5

 Chuvarada no litoral paulista. Pobre motoqueiro tomou chuva até Curitiba, mas jamais pensou em desistir da empreitada.

q6

Famosa ponte estaiada de Laguna/SC. Aqui a ansiedade começava a aumentar, pois o acesso à Serra do Rio do Rastro já estava a pouco mais de 100 km adiante.

q7

Enfim, o pátio do Mirante da Serra do Rio do Rastro.

q8

Não é exagero. A Serra do Rio do Rastro é realmente linda.

 q9

 Paredão na Serra do Rio do Rastro

 q10

 Espiando um pouco antes de entrar em Gramado. Mineiro é desconfiado.

q11

Congelou o vinil original de 41 anos de idade. Não se deve fazer isso com um sênior!

q12

Se pudesse, traria a barca para dentro de casa.

q13

Parada para contemplar o mar em São Francisco do Sul/SC

q14

Maravilhosa Serra da Graciosa – PR

q15

Esse camarada se meteu em cada lugar. Quem disse que carro antigo não pode andar em estrada de terra?

q16

Serra da Graciosa – PR – Motoca sempre a frente, para evitar ser deixada para traz pelo furioso Ford 302!!

q17

Portal da Serra da Graciosa

q18

Valentes da motoca. Haja coluna para resistir!!

q19

Pela janela da barca: Os barcos na marina em Ilha Bela/SP

q20

Não tem medo da maresia não. Se meteu na areia da Praia da Boraceia em Bertioga

q21

Paraty/RJ – Isso seria um “mini pão de açúcar”?

q22

Parece que não vai caber nas estreitas vielas de Paraty

q23

Pintura preto bali é bonita. Mas difícil de manter. Ainda mais depois de tantos quilômetros percorridos em 10 dias.

q24

Última parada antes de voltar para casa. Agradecer pela bênção de uma viagem absolutamente tranquila.

q25

Olhar pelo retrovisor nessa hora foi angustiante. A última parada ficava para trás. Daí, mais 160 quilômetros direto para casa. É como se fosse a última música do show.

q26

De volta ao lar. Motociclista e antigomobilista transpirando gasolina felizes da vida com uma experiência indescritível.

Se você tem uma história parecida com esta, mande pra gente em  ferrugemnapele@gmail.com  que divulgaremos aqui.

 

 

Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

img_1647

Brasilia 1978, sempre na mesma garagem desde zero quilômetro.

IMG_1654.JPG

garantia de autenticidade pelo comprovante de revisão aos 1.000 km.

IMG_1661.JPG

Quem conduziu a Brasilia de 1978 até 1988 foi o Jurandir Nascimento (ano de sua morte),  a partir daí a D.Joana D’Arc, proprietária do carro, assumiu a direção.

Sempre muito bem cuidada, manutenção  em dia, e seus 140.000 km rodados é o brinquedinho da família.

Ainda conserva a pintura original, e acessórios de época, como: para-barros, calotas cromadas e protetores de pára-choques.

IMG_1674.JPG

Muito legal passear no carro. Na foto Jaderson Gomes (sobrinho da D.Joana D’Arc) e Mércia Nascimento (filha da D. Joana D´Arc)

IMG_1715.JPG

Hoje quem cuida e dirige a Brasília é a Joana (filha), que,  com certeza, não vai deixar que ela saia, e ninguém a tire da garagem.

IMG_1705.JPG

Para encerrar, a Brasilia leva o selo de originalidade do

“Gasolina na Veia”

“DEMOCRATA” o carro brasileiro que nunca foi para as ruas

zz1

CHAMADO DE “TUCKER BRASILEIRO”

A Indústria Brasileira de Automóveis Presidente (IBAP) foi uma montadora de carros nacional, fundada em 1963 por Nelson Fernandes, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Inicialmente com 120 funcionários, estes teriam benefícios como título de propriedade da IBAP, participação na diretoria, desconto na compra do carro e preferência para se tornarem revendedores. Fernandes tinha o sonho de criar automóveis modernos e com projeto 100% nacional.zz3O primeiro e único automóvel desenvolvido foi o luxuoso Democrata, com duas ou quatro portas, carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro e motor italiano (o único componente não nacional, fornecido pela empresa italiana Procosautom – Proggetazione Costruzione Auto Motori), com cabeçotes de fluxo cruzado confeccionados em alumínio  e montado na traseira. O projeto foi duramente atacado pela revista “Quatro Rodas”, e consta que um forte lobby das montadoras instaladas no país junto ao governo militar, acabou sepultando a IBAP e o sonho de Fernandes.

Das cinco unidades, só restaram três, restauradas com peças que haviam sido apreendidas pela justiça. Um dos exemplares foi entregue a Nelson Fernandes, que passou a dedicar-se ao negócio de cemitérios verticais e os outros dois permanecem com o mecânico e colecionador José Carlos Finardi, de São Bernardo do Campo. Um desses modelos pode ser visto no Museu do Automóvel que fica na cidade de Canela/RS.

VEJA REPORTAGEM DE “AUTO ESPORTE” EM 2007

As Aventuras de Alfredo, Gilda e o Possante.

Vamos começar esta história com placas amarelas e cabelos pretosz28Este é o “possante”, um fusquinha 1981

z24

e estes são: Alfredo, Gilda e… o Possante.

Uma história de amor a três que já dura 33 anos.

Tudo começou pelo camping.

As aventuras destes três foi do Oiapoque ao Chui, literalmente, incluindo: Maranhão, Piaui, Mato Grosso, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, isso  no Brasil, e mais: Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, deserto do Atacama e até o fim do mundo, o “Ushuaia”.

E por onde passaram, ficaram na história.

Ainda esperamos muitas  histórias, desse simpático casal de cariocas, e seu  inseparável fusquinha 1981, contadas mais por fotos do que por prosa.

O Ford V8 de Bonnie e Clyde

Bonnie e Clyde foi um casal de jovens impulsivos, que ficou famoso por uma série de assaltos pelo interior dos Estados Unidos, no início da década de trinta.

z10

Bonnie Elizabeth Parker, foi muitas vezes idealizada como sendo a líder da gangue, que planejava todas as ações, contudo os registros mostram que ela era apenas uma garota extremamente influenciada por Clyde, o verdadeiro líder da gangue, a quem ela idolatrava e seguia cegamente.

z11

Clyde Chestnut Barrow, nasceu a 24 de março de 1909 em Telico, Texas, uma cidade próxima a Dallas. Ele foi o quinto dos sete filhos do casal Henry Basil Barrow e Cumie T. Walker. Família que deixou o campo na esperança de dias melhores na cidade. Clyde começou cedo sua carreira de inconsequências; Em outono de 1926 alugou um carro para ir ao Texas atrás de sua namorada, com quem havia brigado, Eleonor Williams. Envolvido em tentar impressionar a garota e sua mãe, não devolveu o carro, o qual havia alugado por apenas 12 horas, e acabou preso. De volta às ruas, com seu irmão Buck (Marwin Barrow), rapidamente achou o caminho da cadeia, sendo pego com um carro cheio de perus roubados.

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Ford V8, era o carro preferido por Clyde para as fugas, devido ao forte motor, estabilidade nas curvas, e resistência, sendo que, as rotas de fuga sempre eram por estradas de terra e em difíceis condições de tráfego. Em 10 de Abril de 1934  escreveu uma carta a Henry Ford , parabenizando-o pela eficiência do Ford V8.

 A longa ficha criminal  da dupla foi interrompida em 23 de maio de 1934,  por uma emboscada bem planejada pelo FBI e policiais do Estado de Louisiania , quando foram recebidos por uma  chuva de balas ao passarem pelo cerco policial.

z4

Este Ford V8 havia sido roubado na Cidade de Topeka, Estado do Kansas e pertencia a Jesse Warrens.  Após as mortes de Bonnie e Clyde, o carro foi devolvido aos  “Warrens”,  que o venderam por U$ 3.000,00  sem consertá-lo.  O carro foi exibido em muitas feiras, shows e até carnavais.

z13

Atualmente  o Ford V8 pertence ao  “ Primm Valley Resort and Casino” – um Hotel Cassino em Nevada – USA, onde esta até hoje em exibição pública, protegido por vidros de plexiglass.

Assistam o filme : “Bonnie e Clyde Os Procurandos” (abaixo)

Speed Racer e o Mach 5

zz1

Speed Racer, é uma série de desenhos animados dos anos 1960, criado por Tatsuo  Yoshida sobre corridas de automóveis. Speed Racer (nome dado na adaptação norte-americana), um jovem e audaz piloto de corrida de 18 anos, dirige o carro Mach 5, criado por seu pai (Pops Racer) e vive diversas aventuras dentro e fora das corridas.

zz3

O desenho é muito conhecido pela sua canção tema e pela ótima trilha sonora, que tocava ao fundo e tornava ainda mais emocionantes as corridas em que o piloto Speed participava, sempre repletas de acidentes espetaculares e “golpes sujos” dos participantes, tais como seus mais célebres rivais, a “Equipe Acrobática” e o “Carro Mamute”. As corridas eram em locais inusitados, como selvas, desertos e até uma realizada dentro de um vulcão.

PERSONAGENS:

zz4Speed Racer  – Está sempre disposto a lutar pela justiça e por seus amigos. sonha em torna-se o Campeão do Mundo.

zz5

Corredor X – Na verdade ele é Rex , o irmão mais velho de Speed. Certo dia, pegou escondido o carro de corrida de Pops Racer e foi disputar uma prova. Mostrou grande audácia e velocidade ao volante, ultrapassou todos corredores e a alguns metros de distância da linha de chegada, sofreu um acidente. Pops discutiu com Rex, que não queria que seu filho voltasse às pistas.  Furioso, Rex fugiu de casa e nunca mais voltou nem deu notícias. Anos mais tarde, reaparece, já como o misterioso Corredor X, mas ninguém sabe sua identidade secreta.zz6Gorducho – o irmão mais novo de Speed, com 7 anos de idade, junto com Zequinha, seu macaco de estimação, estão sempre presentes nas aventuras, normalmente escondidos no porta-malas do Mach 5. Sempre aparecem em situações cômicas, mas também como a “arma secreta” de Speed, ajudando-o a se livrar dos apuros.

zz7Trixie  – É a namorada de Speed (apesar de nunca tê-lo beijado no desenho), tem 18 anos e faz parte da equipe, pilotando o helicóptero que auxilia Speed quando ele se mete em encrencas.

zz8Pops Racer – É o pai de Speed. Mecânico muito talentoso e expert na criação de carros. Após ser demitido de uma grande empresa de corridas, resolveu montar sua própria equipe e efetivar o seu mais audacioso projeto: a construção do Mach 5.

zz9Moms Racer  – Ela raramente aparece, e quando aparece possui diálogos limitados.

zz11Inspetor Detetive – Inspetor da polícia que sempre solicita a ajuda de Speed em vários casos, e conta com a ajuda dele também.

zz12

Sparki – É mecânico faz-tudo da equipe, sempre tentando evitar que Speed se dê mal, tomando decisões precipitadas, tanto dentro como fora das pistas, além de ser um dos melhores amigos de Speed.

z13

Speed Racer usou o carro na série (conhecida como o “Mach Go”, na versão japonesa), uma maravilha tecnológica, contendo diversos acessórios úteis entre seus equipamentos.  Speed Racer tem acesso a estes apetrechos pressionando botões marcados de “A” a “G” sobre um console no volante do carro. Este conceito único de carro, construído sobre um lustroso e branco chassi, tem um grande “M” vermelho em seu capô, o logotipo da empresa familiar, Mifune Motors. O carro, de dois lugares, tem seu interior na cor vermelha. Lembra a  Ferrari 250 Testa Rossa e o barulho de seu motor remete a semelhanças com o Ferrari V12 com câmbio mecânico de 6 velocidades e controle de tração.

 Painel do Mach 5

 

O “5” é brasonado em ambas as portas laterais do carro, servindo também como seu número nas corridas. É o quinto carro construído por Pops e denominado “Mach”, série desenvolvida para as corridas. Apesar de ser tecnicamente inferior a outros veículos, tais como o Carro Mamute e o GRX, o Mach 5 tende a ganhar mais corridas por conta de sua velocidade e da superior habilidade de condução de seu piloto.

Assista o episódio “A Corrida contra o carro mamute”  parte 1

Preston Tucker

UM HOMEM E SEU SONHO

t7

 Esta é uma história de como um país consegue acabar com pessoas brilhantes, fraudando documentos e destruindo grandes projetos. Tudo isso envolvido em interesses financeiros, protegendo poderosos industriais e ajudando-os a continuar vendendo suas tecnologias ultrapassadas, interrompendo um boom tecnológico que se iniciaria na indústria automobilística norte-americana.

Preston Tucker  nasceu em Capac, no estado de Michigan, nos Estados Unidos em 21 de setembro de 1903 e teve o seu primeiro emprego como office-boy ,na sede da Cadillac Motor Company. Em 1940, inaugurou em Ypsilanti, Michigan, a Tucker Aviation Corporation, indústria que fabricava aviões, tanques e canhões para a Segunda Guerra Mundial.

Com o fim da guerra, em 1945, ele destinou seu dom industrial ao seu grande sonho: construir um automóvel que fosse seguro, rápido, baixo, comprido e com boa aerodinâmica. Nascia o projeto Tucker Torpedo, um carro que estava anos à frente da concorrência em matéria de engenharia, velocidade, com estilo futurista, além de ser extremamente seguro. Durante o seu projeto, o carro recebeu diversas inovações como o design aerodinâmico desenvolvido pela indústria da aviação, além de apresentar uma segurança muito avançada para a época com cintos de segurança e compartimento deformável dos passageiros. O pára-brisas do Tucker Torpedo também recebeu uma atenção especial: ficava encaixado sobre uma espuma de borracha, fazendo com que ele saltasse para fora do carro em caso de colisão. Este carro também possuía um farol central que virava, acompanhando a direção do volante para iluminação nas curvas.

t6

Após a divulgação do seu projeto, Preston Tucker, conseguiu encomendas de 300 mil unidades de pessoas que queriam possuir o “carro dos sonhos”. Com isto, conseguiu atrair 28 milhões de dólares através do mercado de ações dos Estados Unidos para iniciar o seu projeto, que foi colocado em prática numa antiga fábrica de aviões, alugada em Chicago, onde chegaram a ser construídas algumas unidades do carro.

t3
Cena do Filme “Tucker,Um Homem e seu Sonho”

Por ter um projeto totalmente inovador e que poderia abalar as montadoras norte-americanas, algumas pessoas afirmam que as grandes montadoras da época, juntamente com o próprio governo norte-americano, fizeram uma grande conspiração contra Tucker com um marketing negativo agressivo e expansivo de ataque ao industrial com calúnias, processos e fraudes em seus projetos e balanços que colocaram Tucker como um dos maiores fraudadores do país, como se tivesse enganado acionistas e concessionários, sendo comparado até mesmo a Al Capone.  

 

           Tentaram condenar Tucker com uma pena que poderia variar de 20 a 155 anos de prisão. Mas, com habilidade de mostrar como o país estava sendo injusto com ele, Tucker conseguiu ser absolvido do processo. Mesmo assim, sua fábrica já havia sido fechada pelo poder norte-americano, e o carro já havia conquistado fama de fraude, o que culminou com o fim do seu sonho nos Estados Unidos, em 1949. Apenas 51 unidades do Tucker Torpedo chegaram a ser construídas. Destas, 47 ainda existem com colecionadores.

Preston Tucker, morreu de câncer em 1955 no Rio de Janeiro, onde projetava a construção de um novo carro, com o nome de Carioca, que nunca saiu do papel.

Indicamos que assistam o filme “Tucker-Um Homem e seu Sonho” de Francis Ford Coppola. (Segue abaixo)

 

Miniaturas de automóveis em papel

Artesão reproduz miniaturas de carros antigos

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑