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Gasolina na Veia

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Carros antigos

Memórias Sobre Rodas “RENAULT GORDINI”

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O Renault Gordini, foi um carro lançado pela francesa Renault em 1958 na Europa e, mediante licenciamento, pela Williys Overland em 1962 no Brasil. A Willys Overland foi uma empresa associada à Renault. Era o sucessor do Renault Dauphine, com uma mecânica mais refinada. Tinha os mesmos 845 cc de capacidade cúbica, mas desenvolvia 40 cv e possuía um câmbio de quatro marchas que lhe dava um desempenho bem superior ao modelo original, com apenas 31 cavalos e câmbio de três marchas. O aumento de potência no motor Ventoux cht foi obra de Améedée, piloto e respeitado construtor de motores e carros de competição nos anos 50 e 60.

O Gordini tem menos de 4 metros de comprimento e 1,44 metro de altura. Mesmo com quatro portas, a impressão é de que quatro adultos não cabem lá dentro. A carroceria é monobloco e a suspensão, independente nas quatro rodas.g5

O motor, traseiro, é pequeno e sobra muito espaço sob o capô. Pequeno mas eficaz, sua performance foi elogiada pela imprensa especializada já nas primeiras provas. A revista Quatro Rodas, no teste de lançamento, fez com o Gordini de 0 a 100 km/h em 28,7 segundos e chegou aos 125 km/h de máxima. No trânsito da cidade, seu consumo foi de 8,3 km/l. Estava fadado ao sucesso, afirmava a revista.

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Mas a boa crítica não o livrou de um incômodo apelido tascado pelo povo, emprestado de uma campanha publicitária de leite em pó: “Leite Glória”, rapidamente seguido de um “desmancha sem bater.” Credita-se essa maledicência a uma crônica dificuldade de relacionamento da suspensão com nossas ruas e sua tendência de transformar a água do radiador em vapor.

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Participou de um teste de resistência em outubro de 1964 para melhorar a fama do modelo no Brasil. O teste foi realizado entre os dias 27 de outubro de 17 de novembro no Autódromo de Interlagos. Consistia em andar com o carro nestes vinte dias, parando apenas para abastecimento e pequenos reparos de manutenção.

Apesar de sofrer um capotamento durante os testes, o valente carrinho percorreu mais de  50.000 Km com média de 97,03 Km/h. Foi um feito e tanto, considerando-se que choveu muito durante o percurso e o carro avariado pelo acidente.

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Após o feito, a Willys veiculou anúncios divulgando a força do Gordini. Infelizmente, o público não engoliu, o Gordini continuou a vender pouco, e resistiria somente mais três anos em linha. Foi substituído pelo Corcel, um carro desenvolvido pela Willys e a Ford do Brasil, chamada na época de Ford-Willys e mecânica Renault. Adaptado às condições do Brasil, foi um sucesso de vendas, mas, nunca atingiu o nível do Fusca.

Memórias Sobre Rodas “DKW VEMAGUET”, “BELCAR” e “FISSORE”

A Vemaguet é um automóvel brasileiro produzido pela “Vemag”, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1967, juntamente com o “Grande DKW Vemag”

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Belcar 1961

O “Grande DKW Belcar recebeu a denominação de Belcar,  apenas em 1961.

Teve dois derivados populares, a Caiçara produzida entre  1963 e 1965 e a Pracinha, produzida em 1965 e 1966.

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DKW 1963

Até 1963 as portas dianteiras abriam ao contrário, da frente para trás, no sentido do conforto, conquistando o apelido de portas “suicidas” (conforme os americanos se referem a este tipo de abertura) ou portas “deixa ver” ou “DêChaVê” (como ficou comum no Brasil).  Esta última denominação refere-se obviamente ao uso dessas portas por mulheres vestindo saias.

d-mSeu motor de três cilindros em linha e dois tempos (precisa misturar óleo a gasolina), com volume de 1 litro, é dianteiro, assim como a tração. Uma bobina por cilindro, refrigeração liquida, partida elétrica. Motor que ao invés de usar buchas, casquilhos ou bronzinas em suas partes móveis, usa rolamentos, proporcionando assim uma durabilidade acima do comum para os carros da época.

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DKW FISSORE

Em 1964 é lançado no mercado o DKW Fissore. Neste ano a Vemag contava com 4.013 funcionários e uma área de pouco mais de 87.000 m². Seus veículos já contavam com praticamente 100% de nacionalização.

d-65 Em 1964 a Vemaguet têm suas portas alteradas, elas passam a abrir do modo convencional e não mais ao contrário.

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DKW Série Rio 1965

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Em 1965 é lançada a série Rio, em homenagem aos quatrocentos anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro, que, trazia bancos em dois tons de cores, bancos dianteiros com três posições de encosto e limpador de para-brisas com maior área de ação.

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A Vemag havia passado quase dez anos sem introduzir modificações de maior vulto em sua linha. Para que o carro  continuasse a  competir no mercado, em setembro de 1967 a parte dianteira recebeu nova grade em motivos horizontais, que ocupava toda a frente do carro, inclusive os pára-lamas e os quatro faróis. Na traseira colocavam-se novas lanternas horizontais que davam uma impressão de rebaixamento do veículo. O sistema elétrico passou de 6 para 12 volts e foi equipado com alternador em lugar do dínamo. O diferencial voltou a ser mais “longo”, passando a 4,7 k de redução, e possibilitou aumentar um pouco as velocidades máximas sem alterar a aceleração. Mas, em dezembro do mesmo ano, devido a aquisição do Grupo Union pela Volkswagen, encerrou-se a produção do DKW.

MEMÓRIAS SOBRE RODAS “Simca Chambord, Jangada, Esplanada”

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Simca Chambord foi o nome de um automóvel produzido pela Simca francesa entre 1958 e 1961, desenvolvido a partir do Simca Versailles Tal como este, imitava os automóveis americanos da época. Foi o primeiro automóvel de luxo a ser construído no Brasil sob licença, desde 1959 até 1967.

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O Chambord também marcou uma época por ser o veículo usado pelo ator Carlos Miranda, protagonista da popular série de TV, “O Vigilante Rodoviário”.

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Apesar de sua boa aparência, a primeira versão do Chambord tinha o desempenho comprometido pelo motor Aquilon, um V8 fraco de válvulas no bloco, herança da Ford francesa. Em 1964 recebe o motor Tufão de 100hp.s9Em meados de 1962 a Simca lançou uma versão esportiva do Chambord, denominada Rally. Equipava o carro o mesmo V-8 dos demais modelos Simca, mas com uma cilindrada aumentada para 2.432cm3 (a potência elevou-se para 100CV a 4800rpm). Embora apresentasse um interior mais esportivo, externamente o carro sofrera apenas o acréscimo de duas entradas de ar no capô (para melhor ventilação) e alguns detalhes cromados.

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Acompanhando a tendência das fábricas brasileiras, a Simca lançou, ainda em 1961, o Alvorada, modelo idêntico ao Chambord, mas despido de luxo e da maioria dos cromados. Pretendia-se, com esse modelo, oferecer ao consumidor um carro de preço mais acessível e, assim, conquistar uma nova faixa de mercado. A experiência, porém, não apresentou resultados satisfatórios (como, aliás, ocorreu com tentativas semelhantes realizadas por outras fábricas), e o modelo não permaneceu em linha durante muito tempo.

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O Simca Présidence foi a versão luxuosa do Simca Chambord. Tinha calotas raiadas, pneu estepe atrás do porta malas,  cores exclusivas e bancos de couro. Recebeu em 1965 o motor V8 do Tufão, e no final de 1966,o motor V8 Emi-Sul de 140 hp.

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O Simca Chambord Jangada foi a primeira perua de grande porte fabricada no Brasil, a partir de 1962. Era uma versão “tropicalizada” do Simca Vedette Marly Francesa (ou seja, teve a estrutura supostamente reforçada para suportar as condições adversas das estradas brasileiras). Podia acomodar confortavelmente seis adultos e duas crianças (em bancos escamoteáveis).

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Ficou oficialmente conhecido como TESTE PARACATU-BRASÍLIA, pois foi feito na rodovia que ligava a cidade de Paracatu à capital Brasília. Durante 44 dias e 44 noites a partir da 0 hora do dia 1º de outubro de 1964, o Simca, escolhido ao acaso na linha de produção, rodou 120.048 Km, média de velocidade de 113,118 km/h, com paradas apenas para reabastecimento, troca de óleo, troca de pilotos, troca de pneus e manutenção preventiva, com a rodovia aberta ao tráfego normal de veículos.
Os pilotos que participaram do teste foram :
George Perott (Chefe da equipe), Alberto Savioli, Carlos Calza, Edson Elston, Gunther Heilig, Jaime Silva, José F. L. Martins (Tôco), José Gorga Neto. Luciano Onken, Manuel de Oliveira, Ubaldo Lolli e Walter Hahn Junior.

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Simca Esplanada, apresentado No Salão do Automóvel realizado em São Paulo em novembro de 1966, chamou a atenção do público e dos especialistas, um sedã de luxo, 4 portas, equipado com as partes mecânicas do Simca Rally EmiSul. Sua carroceria fora desenhada no Brasil e o carro representava, na verdade, a última tentativa de afirmação da Simca do Brasil. Tanto que, dias depois, no mesmo mês de novembro, a Chrysler internacional assumia o controle acionário daquela empresa, dentro de seu esquema de progressiva absorção de todo o acervo da Simca internacional.

Algumas raridades esquecidas por aí

MEMÓRIAS SOBRE RODAS “VW 1600, Variant e TL”

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Derivado dos Typ 3 alemães (um protótipo que não entrou em produção), o Brasil viu em dezembro de 1968 a estreia do VW 1600, um carro de três volumes e quatro portas, com um motor a ar de 1600 cc, instalado na traseira. Acomodava quatro passageiros e desenvolvia velocidade máxima de 135 km/h. A dianteira, única no mundo, possuía faróis retangulares até 1970, quando foram substituídos por dois faróis redondos de cada lado.

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Os frutos da linha iniciada pelo VW1600 (apelidado de Zé do Caixão) foram positivos para a Volks. Então, derivando dele, a fábrica seguiu a tendência natural da linha europeia, lançando a perua Variant, em 1969.

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Com a saída de linha do 1600 original, a fábrica lançou o dois volumes e meio (fastback) TL em 1970, com o motor horizontal da Variant , que já no ano seguinte seria eleito pela Revista Auto Esporte o Carro do Ano de 1971

A Variant e o TL possuíam a mesma motorização do VW1600, porém o estilo de carroceria fez toda a diferença. Além da pequena área de carga na dianteira, agora havia um amplo espaço na traseira, ampliado pelo motor horizontal que ocupava bem menos espaço. No caso da Variant, o espaço total para carga chegava a 640 litros. O problema da rejeição ao design foi solucionado em 1971, através de uma reestilização da dianteira. Ambos os carros ganharam uma dianteira mais baixa e inclinada para dentro. Apesar do apelido “cabeça de bagre”, o novo desenho obteve grande aceitação.

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A VW também lançou uma versão de 4 portas do TL, para atrair os motoristas de táxi (que utilizaram muito o VW 1600 quatro portas).

Os modelos acumularam boas vendas no decorrer da década de 70. Apesar do sucesso no mercado brasileiro e da ausência de competidores, a idade do projeto começava a pesar.

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Então, a Volks decidiu introduzir também aqui a linha Passat, já em 1974, ocupando o mesmo nicho de mercado do TL.

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Esta concorrência interna, somado ao lançamento do VW Brasília, decretou o fim da linha TL em 1975, podendo-se encontrar algumas unidades residuais no ano de 1976.

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Com o intuito de manter a linha de veículos com motores refrigerados a ar, a Volks do Brasil investiu em um projeto próprio, a Variant II, basicamente uma versão maior do Brasília. Com vários avanços técnicos, o modelo impressionava quando comparado a sua “irmã mais velha”. Porém problemas mecânicos inerentes ao modelo (e o futuro lançamento da Parati planejado pela fábrica, para ocupar a mesma posição de mercado) trouxeram o fim do modelo já em 1981.

MEMÓRIAS SOBRE RODAS “Ford Maverick”

O Maverick foi um automóvel criado pela Ford dos Estados Unidos que obteve grande sucesso em seu país de origem. Também foi fabricado no Brasil entre 1973 e 1979 em versões exclusivas com motores 4 e 6 cilindros.

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O “MAVERICK” NOS ESTADOS UNIDOS

Ao fim dos anos 60, a Ford norte-americana buscava um veículo compacto, barato e econômico para os padrões do país,  que pudesse fazer frente à crescente concorrência dos carros europeus e japoneses. Então no dia 17 de abril de 1969  o “Maverick” foi lançado por US$ 1.995, com 15 cores disponíveis e motores de 2,8 e 3,3 litros, ambos de seis cilindros.

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A Ford o anunciou como o veículo ideal para jovens casais, ou como segundo carro da casa. O estilo foi claramente copiado do Mustang. O sucesso foi imediato e logo no primeiro ano foram vendidas 579.000 unidades.

O “MAVERICK” NO BRASIL

O primeiro Maverick  produzido no Brasil deixou a linha de montagem em 4 de junho de 1973. O público já começava a interessar-se pelo modelo desde o Salão do Automóvel de São Paulo de 1972, quando o carro foi apresentado. O que seguiu foi uma das maiores campanhas de marketing da indústria automobilística nacional, contando inclusive com filmagens nos Andes e na Bolívia.

O carro apresentava inicialmente três versões: Super (modelo standard), Super Luxo (SL) e o GT . Os Super e Super Luxo apresentavam-se tanto na opção sedã quatro portas e  como cupê duas portas, sendo sua motorização seis cilindros em linha ou, opcionalmente, V8, todos com opção de câmbio manual de quatro marchas no assoalho ou automático de três marchas na coluna de direção.

Já o “Maverick GT” era o top de linha, se destacava externamente pelas faixas laterais adesivas na cor preta, capô e painel traseiro com grafismos pintados em preto fosco e rodas mais largas. O Maverick GT vinha equipado com motor de 8 cilindros em V de 302 polegadas cúbicas, potência de 199 hp  e 4.950 cm3 de cilindrada oferecido somente com câmbio manual de quatro marchas com acionamento no assoalho, podia acelerar de 0 a 100 km/h em pouco mais de dez segundos.

Também eram itens que equipavam somente a versão “GT”: um par de presilhas em alumínio no capô e internamente  um conta-giros sobreposto à coluna de direção do volante.

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No ano de 1975, com o objetivo de homologar o Kit Quadrijet para as pistas, a Ford lançou no Brasil o famoso Maverick Quadrijet. Verdadeira lenda entre os antigomobilistas e amantes de velocidade, o Maverick Quadrijet era um Maverick 8 cilindros cujo motor era equipado com um Carburador de corpo Quádruplo (daí o nome “Quadrijet”), coletor de admissão apropriado, comando de válvulas de 282º  e taxa de compressão do motor elevada para 8:5:1, aumentando a potência do carro, de 140 cv para 185 cv (potência líquida) a 5.600 RPM. Com essas modificações o Ford Maverick acelerou de 0 a 100 km/H em  6,5 segundos e atingiu a Velocidade Máxima de 205 km/h.

 O “FORD MAVERICK” NAS PISTAS

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Os “Maverick” equipados com o potente motor V8 fizeram grande sucesso nas pistas brasileiras, reinando de 1973 a 1977 em praticamente todas as provas das quais participou.  Alguns Maverick receberam extensas modificações, como por exemplo o modelo construído pela Ford especialmente para a Divisão 3, por intermédio do preparador Luiz Antonio Greco. O motor recebeu, entre outros itens, cabeçotes de alumínio Gurney-Weslake, iguais aos usados no lendário Ford GT40, comando de válvulas especial e 4 carburadores de corpo duplo Weber 48 IDA. Com esta modificação o motor atingiu a potência de 450cv líquidos, cerca de 3 vezes a potência original.

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A partir dos anos 90, devido à maior facilidade de importação no Brasil, muitos proprietários equiparam seus Maverick com peças para alta performance de origem norte-americana, o que fez o carro ser largamente usado em provas de arrancada que se multiplicaram no país. Neste tipo de prova os Maverick têm logrado grande sucesso, sempre arrancando vibração do público com o ronco característico de seu potente motor.

MEMÓRIAS SOBRE RODAS “Dodge Dart e Charger”

 

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Lançado no Brasil a partir de 1969, o primeiro modelo saiu somente na versão Sedan, ou seja modelo 4 portas, o coupé 2 portas foi lançado em 1971, sendo que nesse mesmo ano foi eleito o carro do ano, segundo a Revista Auto Esporte .

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Possuindo o maior motor já fabricado no Brasil, um V8 318 polegadas cubicas 5.212 cc3 a gasolina desenvolvia 198 cv a 4600 rpm e torque de 41,5 kgf a 2400 rpm, chegava a máxima de 180 km/h, criando assim uma faixa de luxo entre o Ford Galaxie V8 292 e o Chevrolet Opala 6 cilindros em linha 3800.

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Nos modelos Charger L/S ele ganhava escape duplo chegando a 205 cv, e no Charger R/T, além dos itens do modelo Charger L/S ganhou também uma maior taxa de compressão (8,4:1) para uso de gasolina azul, de maior octanagem sendo o mais veloz e potente carro nacional, recorde de velocidade que só foi quebrado no anos 90 com o Fiat Tempra Turbo.

OS MODELOS FABRICADOS NO BRASIL

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 Dart Sedan de 1969 a 1981

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Dart Coupé de 1971 a 1981

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Charger LS de 1971 a 1975

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Charger R/T de 1971 a 1980

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Dart SE de 1972 a 1975

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Dart Gran Sedan 4 portas de 1973 a 1978

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Dart Gran Coupé de 1973 a 1975

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Magnum de 1979 a 1981

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LeBaron de 1979 a 1981

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A pesar do grande sucesso do Dart e Charger nas ruas, ele não se repetiu nas pistas brasileiras, mesmo com o motor que  batia recordes de velocidade, o carro era muito difícil de domar nas curvas, devido ao seu longo entre eixos.

O FIM DOS DART E CHARGER

Em 1980 a Volkswagen comprou o restante das ações da fábrica brasileira, sendo que já era proprietária de cinquenta por cento, e, em 1981 toda produção foi interrompida. O Dodge Dart é um modelo bastante cultuado pelos colecionadores, como um clássico, e pela importância que teve ao longo de muitos anos, no mercado automobilístico brasileiro. Muitos exemplares ainda podem ser encontrados em condições de total originalidade e funcionamento.

 

MEMÓRIAS SOBRE RODAS “Ford Galaxie 500, LTD e Landau”

O Ford Galaxie foi fabricado pela Ford no Brasil de 16 de fevereiro de 1967 a 2 de abril de 1983, totalizando 77.850 uni­­dades produzidas. Trata-se de um modelo sedã luxuoso, contando inclusive com ar condicionado e direção hidráulica já no fim da década de 1960, itens considerados opcionais até hoje em muitos carros.

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Em 1969, foi lançada a versão LTD do Galaxie, mais luxuosa, com acabamento do painel e das portas melhorado, teto em vinil, ar condicionado e câmbio automático opcional (hidramático, como chamado na época).  O LTD foi o primeiro carro brasileiro a ter câmbio automático, e ,o segundo a ter ar condicionado. Foi responsável por popularizar esses itens no país. A versão era equipada com um novo motor 292 V8.

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Em 1970 surgiu o Galaxie Standard, ou somente Galaxie. Era uma versão de entrada do luxuoso sedã. Não possuía direção hidráulica, relógio e rádio. Também vinha sem a maioria dos frisos,  calotas pequenas e pneus comuns sem faixa branca.

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O Landau, apresentado na linha 71, oferecia  além do teto de vinil, vigia traseiro menor, aplicações em jacarandá no painel e nas portas, forrações finas no interior e um adorno em formato de “S”, que caracterizava o modelo.

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Em 1973, ganhou novo capô, nova grade, teve a traseira redesenhada (e mais uma vez ganhou novas lanternas), novas calotas, frisos redesenhados e uma maior diversidade de cores. Em 1974 e 1975 não houve maiores mudanças.

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Para a linha 1976, o Galaxie passou por grandes mudanças estéticas. Os faróis passaram a ser dispostos horizontalmente, assim como as lanternas traseiras, estas divididas em 3 segmentos em cada lado, mantendo a característica dos piscas traseiros sempre funcionando nas luzes de freio. As lanternas dianteiras passaram a ser maiores, mais envolventes e em posição vertical.

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Em 1978 toda a linha recebia novo volante de 4 raios, além de novo padrão de estofamento, e de nova cor cinza exclusiva para o Landau. Também recebeu pneus radiais e suspensão recalibrada.

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Para 1980 só eram disponíveis os modelos LTD e Landau. Por causa da crise do petróleo, foi lançada a versão com motor 302 movido a álcool com enorme tanque de 107 litros.

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Em 1981 as luzes de marcha a ré voltam a ser integradas às lanternas traseiras, desta vez ocupando o lugar aonde até 1980. Acendia o terceiro par da meia-luz traseira. Foram adotados também suspensão recalibrada e novas pinças de freio.

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Em 2 de abril de  1983 o Galaxie saiu de linha totalizando 77.850 unidades produzidas em seus 16 anos de luxo. Mesmo assim o carro recebeu a primeira calota presa com parafusos (rosqueadas). Neste último ano somente 125 unidades foram produzidas. Nesta época, com o agravamento da crise do petróleo, diminuiu a procura pelos sedãs grandes, o que levou a Ford a encerrar a produção deste que foi o mais luxuoso automóvel produzido no Brasil.

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MEMÓRIAS SOBRE RODAS

Chevrolet Opala

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No dia 19 de novembro de 1968, a Chevrolet iniciava a produção de um dos modelos de maior sucesso em sua história, o Opala – primeiro automóvel fabricado pela empresa no Brasil, símbolo de requinte e sofisticação durante seus vários anos de produção.

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Com uma produção e venda próxima de um milhão de unidades, o Chevrolet Opala é até hoje objeto de desejo de uma legião de fãs e colecionadores por todo Brasil.

Fatos interessantes sobre o Opala:

1968 • É lançado, em 19 de novembro, o primeiro carro de passageiros Chevrolet produzido no Brasil, o Opala, com quatro portas.

1969 • Em 14 de julho, a empresa atinge a marca de produção de 200 mil unidades de veículos Chevrolet, sendo 10 mil unidades do Opala.

1970 • Em junho, a GMB lança o Opala Cupê SS.
• Em 3 de agosto, o Chevrolet Opala atinge a marca de 50 mil unidades produzidas.

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1973 • Novos Opalas em outubro: o Opala SS (4 cilindros) e o Opala Automático (4 e 6 cilndros).

1974 • Em 8 de novembro, são lançados o Chevrolet Comodoro e a Chevrolet Opala Caravan 1975 • Em 19 de dezembro, é a vez do Opala completar 300 mil unidades no Brasil.

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1975 • Em novembro, é lançado o Opala 250-S.

1976 • Em 20 de novembro, a GMB apresenta ao público, no X Salão do Automóvel, o novo Chevette esportivo GP-II e o Chevrolet Comodoro de 4 e 6 cilindros.

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1977 • Em 31 de agosto, a GMB apresenta à imprensa a linha Chevrolet 78, incluindo o lançamento de um novo modelo, o Opala Caravan SS, e o Chevette com novo estilo frontal.

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1978• Em 4 de janeiro, o consumidor conhece a Chevrolet Caravan Comodoro, com motores de 4 e 6 cilindros.
Em 29 de março, sai da linha de montagem o 500.000º Opala.

1979 • Em 2 de julho, 600.000 Chevrolet Opala produzidos no País.

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1980 • Em 4 de dezembro, é produzido o 700.000º Opala.

1981 • Em 27 de abril, o motor Chevrolet 250, 6-cilindros a álcool é aprovado pela Secretaria de Tecnologia Industrial (STI).

1982 • Em 19 de fevereiro, o Opala alcança sua unidade 750 mil.

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1988 • Em outubro, introdução do câmbio automático de quatro marchas na linha Opala.

1990 • Em novembro, no XVI Salão do Automóvel, em São Paulo, apresentação dos novos modelos Monza e Opala 91.

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1992 • Em abril, o Opala sai de linha, após 23 anos ininterruptos de produção, com a marca de quase 1.000.000 de unidades produzidas.

Durante muitos anos, desde o seu lançamento, o “Opala” brilhou nas pistas de todo Brasil

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Uma das categorias do automobilismo nacional em que o “Opala” mais atuou foi a “Stock Car”.  Atualmente ele volta as pista na “Old Stock Race”, criada com a participação de grandes nomes do automobilismo brasileiro, e promete permanecer por muito tempo.

 

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• Em setembro de 1992, o Omega chega ao mercado para ser o automóvel mais moderno e sofisticado do país. É o substituto natural do Opala.

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