Busca

Gasolina na Veia

Categoria

Carros antigos

Chevrolet Chevette

c1

Em 24 de abril de 1973 a Chevrolet apresentou o Chevette a imprensa especializada  e no mesmo ano, iniciou-se a produção sob a direção do engenheiro-chefe John Mowrey.

c2

A Chevrolet criou um veículo prático, simples, eficiente  e com baixo consumo de combustível.

c13

 Em 1976 a General Motors do Brasil se associava à organização do Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, na condição de patrocinadora, e lançava a linha esportiva Chevette GP, uma alusão a “Grand Prix”. O novo modelo foi apresentado nos anúncios publicitários da época como o carro oficial do Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1

c3

Um modelo de quatro portas foi lançado em abril de 1978

c14

Ainda em 1978 o re-lançamento da linha GP

 

c4

Uma versão em hatchback de duas portas também foi apresentada em novembro de 1979

c6

Uma versão de station wagon de duas portas chamada de “Marajó” foi lançada no Brasil derivada do Chevette em setembro de 1980

c7

Ainda em 1980, o lançamento da versão esportiva do hatchback chamado Chevette 1.6 SRcom quatro cavalos a mais de potência

c10

Em 1983, o Chevette sofreu sua primeira grande re-estilização, sua parte frontal foi completamente reformulada ganhando faróis retangulares, um capô mais liso e uma grade de peça única. Os traços também foram refeitos, assim como janelas de ventilação nas portas da frente. A versão 1.6, até então disponível somente a álcool, finalmente foi lançada a gasolina, além de uma caixa manual de cinco marchas sendo a quinta opcional.

c12

Em 1987 o Chevette passa pela sua última re-estilização, ganhando uma nova grade de plástico preto, novos pára-choques também de plástico, saia dianteira com novas entradas de ar

c15

Chevy 500  é a picape derivada do Chevette, fabricada no Brasil pela Chevrolet entre os anos de 1983 e 1995. Seu nome Chevy 500 é uma alusão a sua capacidade de cargas de 500 Kg.

Modelos

  • Luxo (1973-1977)
  • Especial (1975-1979)
  • GP (1976 e 1978)
  • SL (1976-1990)
  • GP II (1977)
  • S/R (1981-1982)
  • SE (1987)
  • SL/E (1988-1989)
  • DL (1989-1993)
  • Junior (1992)
  • L (1993)

Edições especiais

  • País Tropical (1976)
  • Jeans (1979)
  • Ouro Preto (1981)

Estima-se que até o encerramento de sua produção em 1993, o modelo teria vendido mais de 1,6 milhões de unidades

Reportagem: Marcus Vinicius

 

 

 

Volkswagen SP2

s1

A série SP foi uma série de carros esporte desenvolvidos pela Volkswagen do Brasil para o mercado interno, de 1972 a 1976. O nome supostamente é uma abreviatura para São Paulo, outras fontes atribuem a sigla à Special Project ou Sport Prototype.

s2

Nos anos 70 o mercado brasileiro estava fechado a importações. Os únicos carros esporte oficialmente feitos para o Brasil eram o Karmann Ghia e seu sucessor, Karmann Ghia TC.

s3

O SP, nome final do carro, foi construído na plataforma da Variant, oferecido com o mesmo motor boxer de 1600cc, versão chamada de SP1, ou com um motor 1700cc, chamado de SP2. Este último desenvolvia 75cv, 160 km/h e fazia 10 km com um litro de gasolina e foi a versão que prevaleceu no mercado.

s4

O SP1 logo apos o seu lançamento saiu de linha, com baixo desempenho, apenas 65 cv em um motor 1600 ele não agradou. Esse problema viria assombrar o SP2 também. Na verdade, uma piada maldosa da época dizia que a sigla “SP” significava “Sem Potência“. Logo ficou claro que o carro, apesar de seu notável design, não conseguiria derrotar o Puma na performance. Embora eles usassem um motor similar, o Puma era feito em fibra de vidro, muito muito mais leve do que o aço empregado no SP2.

s66

 

Com um total de 10.207 unidades fabricadas, 670 deles exportados para a Europa, o carro saiu de linha em 1976, atualmente é valorizado como item de colecionador.

Chevrolet Amazonas

O “Chevrolet Amazonas” foi o primeiro utilitário de uso misto no Brasil 

a9

O carrão tem capacidade para nove ocupantes, incluindo o motorista em três fileiras de bancos. Para o compartimento de trás o acesso era por uma unica porta lateral.

O acesso ao compartimento de bagagem é feito por uma tampa traseira que bascula para baixo, acima apenas uma área envidraçada fixa.

a7

Nas três portas do carro as janelas são com abertura convencional e as demais são corrediças de forma horizontal.

A base é a Pick-Up Chevrolet Brasil da série 3100, incluindo a frente e a cabine, daí para trás, uma ampla perua envidraçada.

O primeiro modelo da Amazonas foi lançada em 1959 com mecânica dos caminhões Chevrolet

a15

Em dezembro de 1962 recebia leve reestilização, passando a vir com quatro faróis redondos, mas a mecânica permanecia: motor de seis cilindros em linha, 261 pol3 (4,3 litros) e 142 cv a 4.000 rpm de potência bruta, o mesmo dos picapes. Com bom torque em baixos regimes – 31,7 m.kgf brutos a 2.000 rpm –, levava a pesada perua (1.850 kg) de 0 a 100 km/h em 21 s, com velocidade máxima de 138 km/h. As suspensões usavam eixos rígidos e molas semi-elíticas; diferencial bloqueante (“tração positiva”) era opcional e o câmbio tinha apenas três marchas.

No Salão do Automóvel de 1964, realizado em São Paulo, a Amazona cedia lugar a uma nova perua: a C-1416, logo em seguida batizada de “VERANEIO” baseada na pick-up lançado no mesmo evento.

a21

Em 1988 um novo carro, derivado das pick-Ups da série D20

a24

Em 1990 era lançada a “BONANZA” uma versão de duas portas mais curta e entre eixos menor, apenas 2,59 metros.

A22

Uma tentativa de sucessão foi feita em 1998 com a “GRAND BLAZER” derivada do picape Silverado feita na Argentina. Mas a desvalorização do real no ano seguinte elevou seu preço e já não havia demanda no mercado para um veículo tão grande e pesado.

a26

 

 

VW KOMBI

k1

O Volkswagen Kombi é um automóvel utilitário produzido pela empresa automotiva alemã Volkswagen, entre 1950 e 2013. Por força de um decreto, os carros a partir de 2014, deveriam ser dotados de freio tipo ABS e possuírem  air-bag frontal duplo,  para o condutor e passageiro do banco dianteiro. No Brasil,  foi fabricado ininterruptamente ,entre dois de setembro de 1957,e dezoito de dezembro de 2013, sendo praticamente o carro mais antigo do país. É considerado o precursor das vans de passageiros e carga.

O nome Kombi, vem do alemão Kombinationsfahrzeug ,que quer dizer “veículo combinado” ou “veículo multi-uso”, em uma tradução mais livre.

k24

Muito admirada até os dias de hoje, a versão de passageiros com 15 janelas, apelidada de Samba.

k6

Em 1957 a Kombi começa a ser produzida no Brasil no dia 2 de setembro, com 50% de nacionalização de peças. O motor 1200cc de 36 cv, e o  câmbio com 1ª marcha seca eram importados. Possuía sistema elétrico de 6 volts.

k9

 

Em 1959, a Kombi passa a ter câmbio de 4 marchas totalmente sincronizado (foi o 1º veículo brasileiro com 1ª marcha sincronizada), e, o motor 1200 passa a ser produzido no Brasil.

k10

Ainda em 1959, a Kombi Luxo ganha tubos e batentes de proteção nos para-choques.

k11

k12

Em 1960, a tampa do porta malas, ganha vinco meia lua, atrás da maçaneta externa, e maçaneta interna na porta lisa. E o lançamento da versão “Turismo”, adaptada para camping.

Em 1961,  para melhorar o conforto dos passageiros do banco da frente , a alavanca de câmbio e freio de mão,  foram posicionados mais a frente . O painel ganha marcador de combustível elétrico / fim da torneira de reserva, são adotadas luzes de seta na frente (pisca tetinha).  Em 1962 ,  uma nova lanterna traseira, com formato oval  e  lente desmontável em caso de quebra.

k16

Em 1964 a Kombi ganha novo pisca dianteiro oval

k17

A partir de 1967 a Kombi ganha motor 1500cc com 52cv, e no mesmo ano o lançamento da versão “Pick-up”.

k18

Em 1976 foi feita a primeira reestilização da Kombi e novo motor 1600cc.

k19

Em 1981 foi o início das vendas do modelo com motor Diesel, refrigerado a água e radiador dianteiro. Utilizava o motor Diesel 1.5

k20

Em 1982 lançamento da Pick-up Kombi com cabine-dupla.

Um dos modelos mais desejados pelos colecionadores, é a versão seis portas da Kombi, usada como carro de lotação de passageiros. A sua produção iniciou-se em 1961, mas, não temos o ano exato em que ela saiu de produção.

k21

Em 1997 a segunda reestilização, finalmente o modelo ganha porta corrediça e o teto elevado em 11 cm.

k22

2007: Lançamento da chamada Kombi Edição 50 anos, é uma edição comemorativa  com apenas 50 unidades produzidas. Talvez a mais colecionável de todas as edições nacionais, seu maior destaque é a sua pintura do tipo “saia e blusa” vermelha e branca, em homenagem a primeira geração da Kombi. Seus equipamentos de série eram: vidros verdes, pára-brisa degradê, piscas dianteiros com lentes cristal, lanternas traseiras fumê, desembaçador do vidro traseiro, luz no cofre do motor e adesivos externos que identificam a série, inclusive no painel acima do local do rádio. A série também contava com o luxo de ter uma carta de congratulação assinada pelo presidente da VW do Brasil.

k23

2013: Último ano de fabricação da Kombi. A última Kombi foi produzida às 22h do dia 18 de dezembro de 2013. A unidade de chassi “EP022.526” foi a última e está guardada no acervo da montadora. Uma série especial, a Last Edition, foi criada com apenas 1.200 unidades produzidas. As unidades foram  numeradas com placa de identificação no painel. Nas laterais também se destacam os adesivos que identificam a série especial “56 anos – Kombi Last Edition”. A “Last Edition”, assim como a “Kombi Edição 50 anos”, ganhou a pintura “saia e blusa” com os tons de azul e branco, homenageando novamente a sua primeira geração, também recebendo outras características e acessórios de época da Kombi de luxo nos anos 50, 60 e 70, tais como pneus com faixa branca, calotas e rodas pintadas de branco. O interior da Kombi Last Edition traz cortinas em tear azul nas janelas laterais e no vigia traseiro com braçadeiras que trazem o logotipo “Kombi” bordado, um elemento de decoração típico das versões mais luxuosas das décadas de 1960 e 1970. Os bancos têm forração especial de vinil: bordas em Azul Atlanta e faixas centrais de duas cores (azul e branca). As laterais e as costas dos assentos têm acabamento de vinil expandido Cinza Lotus. O revestimento interno das laterais, portas e porta-malas também é de vinil Azul Atlanta, com costuras decorativas pespontadas. O assoalho e o porta-malas são recobertos por tapetes com insertos em carpete dilour Basalto, mesmo material que reveste o estepe fechando com chave de ouro o interior mais nostálgico de todas as versões. O comprador também leva sistema de som em LEDs vermelhos, lê arquivos MP3 e possui entradas auxiliar e USB. Dentro do porta-luvas, o manual do proprietário vem com uma capa especial comemorativa. A Kombi “Last Edition” inicialmente teria 600 unidades produzidas, numero felizmente aumentado para 1200 posteriormente pela Volkswagen devido a tamanha demanda de procura pelo ultimo modelo.

 

 

RENAULT GORDINI

g1

O Renault Gordini, foi um carro lançado pela francesa Renault em 1958 na Europa e, mediante licenciamento, pela Williys Overland em 1962 no Brasil. A Willys Overland foi uma empresa associada à Renault. Era o sucessor do Renault Dauphine, com uma mecânica mais refinada. Tinha os mesmos 845 cc de capacidade cúbica, mas desenvolvia 40 cv e possuía um câmbio de quatro marchas que lhe dava um desempenho bem superior ao modelo original, com apenas 31 cavalos e câmbio de três marchas. O aumento de potência no motor Ventoux cht foi obra de Améedée, piloto e respeitado construtor de motores e carros de competição nos anos 50 e 60.

O Gordini tem menos de 4 metros de comprimento e 1,44 metro de altura. Mesmo com quatro portas, a impressão é de que quatro adultos não cabem lá dentro. A carroceria é monobloco e a suspensão, independente nas quatro rodas.g5

O motor, traseiro, é pequeno e sobra muito espaço sob o capô. Pequeno mas eficaz, sua performance foi elogiada pela imprensa especializada já nas primeiras provas. A revista Quatro Rodas, no teste de lançamento, fez com o Gordini de 0 a 100 km/h em 28,7 segundos e chegou aos 125 km/h de máxima. No trânsito da cidade, seu consumo foi de 8,3 km/l. Estava fadado ao sucesso, afirmava a revista.

g6

Mas a boa crítica não o livrou de um incômodo apelido tascado pelo povo, emprestado de uma campanha publicitária de leite em pó: “Leite Glória”, rapidamente seguido de um “desmancha sem bater.” Credita-se essa maledicência a uma crônica dificuldade de relacionamento da suspensão com nossas ruas e sua tendência de transformar a água do radiador em vapor.

g7

Participou de um teste de resistência em outubro de 1964 para melhorar a fama do modelo no Brasil. O teste foi realizado entre os dias 27 de outubro de 17 de novembro no Autódromo de Interlagos. Consistia em andar com o carro nestes vinte dias, parando apenas para abastecimento e pequenos reparos de manutenção.

Apesar de sofrer um capotamento durante os testes, o valente carrinho percorreu mais de  50.000 Km com média de 97,03 Km/h. Foi um feito e tanto, considerando-se que choveu muito durante o percurso e o carro avariado pelo acidente.

g11

Após o feito, a Willys veiculou anúncios divulgando a força do Gordini. Infelizmente, o público não engoliu, o Gordini continuou a vender pouco, e resistiria somente mais três anos em linha. Foi substituído pelo Corcel, um carro desenvolvido pela Willys e a Ford do Brasil, chamada na época de Ford-Willys e mecânica Renault. Adaptado às condições do Brasil, foi um sucesso de vendas, mas, nunca atingiu o nível do Fusca.

DKW VEMAGUET”, “BELCAR e “FISSORE”

A Vemaguet é um automóvel brasileiro produzido pela “Vemag”, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1967, juntamente com o “Grande DKW Vemag”

d61
Belcar 1961

O “Grande DKW Belcar recebeu a denominação de Belcar,  apenas em 1961.

Teve dois derivados populares, a Caiçara produzida entre  1963 e 1965 e a Pracinha, produzida em 1965 e 1966.

d-1963
DKW 1963

Até 1963 as portas dianteiras abriam ao contrário, da frente para trás, no sentido do conforto, conquistando o apelido de portas “suicidas” (conforme os americanos se referem a este tipo de abertura) ou portas “deixa ver” ou “DêChaVê” (como ficou comum no Brasil).  Esta última denominação refere-se obviamente ao uso dessas portas por mulheres vestindo saias.

d-mSeu motor de três cilindros em linha e dois tempos (precisa misturar óleo a gasolina), com volume de 1 litro, é dianteiro, assim como a tração. Uma bobina por cilindro, refrigeração liquida, partida elétrica. Motor que ao invés de usar buchas, casquilhos ou bronzinas em suas partes móveis, usa rolamentos, proporcionando assim uma durabilidade acima do comum para os carros da época.

dkw-vemag_fissore
DKW FISSORE

Em 1964 é lançado no mercado o DKW Fissore. Neste ano a Vemag contava com 4.013 funcionários e uma área de pouco mais de 87.000 m². Seus veículos já contavam com praticamente 100% de nacionalização.

d-65 Em 1964 a Vemaguet têm suas portas alteradas, elas passam a abrir do modo convencional e não mais ao contrário.

d-rio
DKW Série Rio 1965

d-b

Em 1965 é lançada a série Rio, em homenagem aos quatrocentos anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro, que, trazia bancos em dois tons de cores, bancos dianteiros com três posições de encosto e limpador de para-brisas com maior área de ação.

belcar-vemaguet-1967

A Vemag havia passado quase dez anos sem introduzir modificações de maior vulto em sua linha. Para que o carro  continuasse a  competir no mercado, em setembro de 1967 a parte dianteira recebeu nova grade em motivos horizontais, que ocupava toda a frente do carro, inclusive os pára-lamas e os quatro faróis. Na traseira colocavam-se novas lanternas horizontais que davam uma impressão de rebaixamento do veículo. O sistema elétrico passou de 6 para 12 volts e foi equipado com alternador em lugar do dínamo. O diferencial voltou a ser mais “longo”, passando a 4,7 k de redução, e possibilitou aumentar um pouco as velocidades máximas sem alterar a aceleração. Mas, em dezembro do mesmo ano, devido a aquisição do Grupo Union pela Volkswagen, encerrou-se a produção do DKW.

Simca Chambord, Jangada, Esplanada

s1

Simca Chambord foi o nome de um automóvel produzido pela Simca francesa entre 1958 e 1961, desenvolvido a partir do Simca Versailles Tal como este, imitava os automóveis americanos da época. Foi o primeiro automóvel de luxo a ser construído no Brasil sob licença, desde 1959 até 1967.

s2

O Chambord também marcou uma época por ser o veículo usado pelo ator Carlos Miranda, protagonista da popular série de TV, “O Vigilante Rodoviário”.

s3

Apesar de sua boa aparência, a primeira versão do Chambord tinha o desempenho comprometido pelo motor Aquilon, um V8 fraco de válvulas no bloco, herança da Ford francesa. Em 1964 recebe o motor Tufão de 100hp.s9Em meados de 1962 a Simca lançou uma versão esportiva do Chambord, denominada Rally. Equipava o carro o mesmo V-8 dos demais modelos Simca, mas com uma cilindrada aumentada para 2.432cm3 (a potência elevou-se para 100CV a 4800rpm). Embora apresentasse um interior mais esportivo, externamente o carro sofrera apenas o acréscimo de duas entradas de ar no capô (para melhor ventilação) e alguns detalhes cromados.

s10

Acompanhando a tendência das fábricas brasileiras, a Simca lançou, ainda em 1961, o Alvorada, modelo idêntico ao Chambord, mas despido de luxo e da maioria dos cromados. Pretendia-se, com esse modelo, oferecer ao consumidor um carro de preço mais acessível e, assim, conquistar uma nova faixa de mercado. A experiência, porém, não apresentou resultados satisfatórios (como, aliás, ocorreu com tentativas semelhantes realizadas por outras fábricas), e o modelo não permaneceu em linha durante muito tempo.

s5

O Simca Présidence foi a versão luxuosa do Simca Chambord. Tinha calotas raiadas, pneu estepe atrás do porta malas,  cores exclusivas e bancos de couro. Recebeu em 1965 o motor V8 do Tufão, e no final de 1966,o motor V8 Emi-Sul de 140 hp.

s6

O Simca Chambord Jangada foi a primeira perua de grande porte fabricada no Brasil, a partir de 1962. Era uma versão “tropicalizada” do Simca Vedette Marly Francesa (ou seja, teve a estrutura supostamente reforçada para suportar as condições adversas das estradas brasileiras). Podia acomodar confortavelmente seis adultos e duas crianças (em bancos escamoteáveis).

s11

Ficou oficialmente conhecido como TESTE PARACATU-BRASÍLIA, pois foi feito na rodovia que ligava a cidade de Paracatu à capital Brasília. Durante 44 dias e 44 noites a partir da 0 hora do dia 1º de outubro de 1964, o Simca, escolhido ao acaso na linha de produção, rodou 120.048 Km, média de velocidade de 113,118 km/h, com paradas apenas para reabastecimento, troca de óleo, troca de pilotos, troca de pneus e manutenção preventiva, com a rodovia aberta ao tráfego normal de veículos.
Os pilotos que participaram do teste foram :
George Perott (Chefe da equipe), Alberto Savioli, Carlos Calza, Edson Elston, Gunther Heilig, Jaime Silva, José F. L. Martins (Tôco), José Gorga Neto. Luciano Onken, Manuel de Oliveira, Ubaldo Lolli e Walter Hahn Junior.

s33

Simca Esplanada, apresentado No Salão do Automóvel realizado em São Paulo em novembro de 1966, chamou a atenção do público e dos especialistas, um sedã de luxo, 4 portas, equipado com as partes mecânicas do Simca Rally EmiSul. Sua carroceria fora desenhada no Brasil e o carro representava, na verdade, a última tentativa de afirmação da Simca do Brasil. Tanto que, dias depois, no mesmo mês de novembro, a Chrysler internacional assumia o controle acionário daquela empresa, dentro de seu esquema de progressiva absorção de todo o acervo da Simca internacional.

Algumas raridades esquecidas por aí

VW 1600, Variant e TL

var1

Derivado dos Typ 3 alemães (um protótipo que não entrou em produção), o Brasil viu em dezembro de 1968 a estreia do VW 1600, um carro de três volumes e quatro portas, com um motor a ar de 1600 cc, instalado na traseira. Acomodava quatro passageiros e desenvolvia velocidade máxima de 135 km/h. A dianteira, única no mundo, possuía faróis retangulares até 1970, quando foram substituídos por dois faróis redondos de cada lado.

var2

Os frutos da linha iniciada pelo VW1600 (apelidado de Zé do Caixão) foram positivos para a Volks. Então, derivando dele, a fábrica seguiu a tendência natural da linha europeia, lançando a perua Variant, em 1969.

var3

Com a saída de linha do 1600 original, a fábrica lançou o dois volumes e meio (fastback) TL em 1970, com o motor horizontal da Variant , que já no ano seguinte seria eleito pela Revista Auto Esporte o Carro do Ano de 1971

A Variant e o TL possuíam a mesma motorização do VW1600, porém o estilo de carroceria fez toda a diferença. Além da pequena área de carga na dianteira, agora havia um amplo espaço na traseira, ampliado pelo motor horizontal que ocupava bem menos espaço. No caso da Variant, o espaço total para carga chegava a 640 litros. O problema da rejeição ao design foi solucionado em 1971, através de uma reestilização da dianteira. Ambos os carros ganharam uma dianteira mais baixa e inclinada para dentro. Apesar do apelido “cabeça de bagre”, o novo desenho obteve grande aceitação.

var6

A VW também lançou uma versão de 4 portas do TL, para atrair os motoristas de táxi (que utilizaram muito o VW 1600 quatro portas).

Os modelos acumularam boas vendas no decorrer da década de 70. Apesar do sucesso no mercado brasileiro e da ausência de competidores, a idade do projeto começava a pesar.

var8

Então, a Volks decidiu introduzir também aqui a linha Passat, já em 1974, ocupando o mesmo nicho de mercado do TL.

var9.jpg

Esta concorrência interna, somado ao lançamento do VW Brasília, decretou o fim da linha TL em 1975, podendo-se encontrar algumas unidades residuais no ano de 1976.

var11

Com o intuito de manter a linha de veículos com motores refrigerados a ar, a Volks do Brasil investiu em um projeto próprio, a Variant II, basicamente uma versão maior do Brasília. Com vários avanços técnicos, o modelo impressionava quando comparado a sua “irmã mais velha”. Porém problemas mecânicos inerentes ao modelo (e o futuro lançamento da Parati planejado pela fábrica, para ocupar a mesma posição de mercado) trouxeram o fim do modelo já em 1981.

Crie um site ou blog no WordPress.com

Acima ↑