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Na década de 1930, Ettore Bugatti projetou o automóvel mais luxuoso e potente do mundo, seu nome era Bugatti Type 41, chamado de Bugatti Royale. O carro tinha mais de 6 metros de comprimento e motor de 12,7 litros, um monumento à elegância e à engenharia.

No entanto, o seu lançamento coincidiu com a Grande Depressão, e nem mesmo a realeza podia pagá-lo. Alguns relatos falam em sete exemplares produzidos, outros em seis, hoje avaliados em dezenas de milhões de dólares; um símbolo eterno de excesso, ambição e beleza sobre rodas.

Bugatti Royale foi construído pela Bugatti de 1927 a 1933. Com a distância entre eixos de 4,3 metros, 6,4 metros de comprimento total, pesando aproximadamente 3.175 kg e  motor de oito cilindros em linha de 12,7 litros, era um dos maiores carros do mundo. Com uma produção limitada, é um dos mais raros e mais caros do mundo.

O motor de 8 cilindros em linha com comando de válvulas no cabeçote foi baseado em um projeto aerodinâmico que havia sido feito para o Ministério do Ar francês, mas, nunca foi produzido. Seu enorme bloco de ferro foi fundido em uma unidade com cabeçote de cilindro integrado, é fisicamente um dos maiores motores já feitos para um automóvel de passageiros.

Ettore Bugatti planejava construir vinte e cinco desses carros e vendê-los à realeza como o carro mais luxuoso de todos os tempos. A Grande Depressão minou seus esforços, apenas três foram vendidos; seis ainda existem. Um deles foi destruído em acidente quando Ettore Bugatti dormiu ao volante em uma viagem entre  Paris e Alsácia, reconstruído com uma nova carroceria, tornando-se o Coupé Napoléon. Motores não utilizados foram instalados em vagões de alta velocidade construídos para a Ferrovia Nacional Francesa.

Em 1928, Ettore Bugatti afirmou que: “este ano o Rei Alfonso da Espanha receberá seu Royale”, mas o rei espanhol foi deposto em abril de 1931 sem receber um Royale. O primeiro dos carros a encontrar um dono foi entregue em 1932. O primeiro produzido é o chassi número 41100, o mesmo acidentado por Ettore, agora conhecido como Coupé Napoleon. Originalmente tinha uma carroceria Packard, foi remodelado pelo construtor parisiense Weymann como um cupê de duas portas com teto fixo.

Bugatti Royale – chassi 41100

Durante a segunda Guerra Mundial os carros de chassi 41141 e 41150 ficaram escondidos na casa da família Bugatti em Ermenonville, evitando que fossem confiscados pelos nazistas. Permaneceram na posse da família, até que dificuldades financeiras forçaram a sua venda em 1963.

Bugatti Royale – chassi 41141

Atualmente os Bugatti Royale aparecem em eventos de carros clássicos, como o Pebble Beach Concours d’Elegance e o Goodwood Festival of Speed. Em 1985, os seis veículos originais foram reunidos no Pebble Beach Concours d’Elegance, e em 2007, cinco deles foram exibidos no Goodwood Festival of Speed para celebrar o 80º aniversário do carro. 

Pebble Beach Concours d’Elegance – 1985

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Matéria de Marcus Vinicius

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16/10/2025

Comments

  1. Bela reportagem Vinicius, e merecida também, haja vista a Bugatti Royalle ser um um expoente máximo da era de ouro do automóvel, um marco em seu desenvolvimento, tanto em termos de mecânica quanto em design. Obrigado pela remessa. Um forte abraço.

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