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Gasolina na Veia

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UM DEPÓSITO DE CARROS ANTIGOS

Durante nossas andanças por aí, descobrimos no interior do estado de Minas Gerais um galpão com mais de trinta carros antigos, todos muito bem guardados e longe dos olhares de curiosos.

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Quem passa por fora deste galpão todo fechado não imagina as raridades que ali estão

Como diz o proprietário, não se trata de uma coleção e sim de um depósito de carros antigos

São diversas marcas e modelos como: Opel, Dodge Dart, Dodge Charger

Este é o “Opel Rekord” que deu origem ao Opala Cupê

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Destaque para este “Chevrolet Opala 1971” com baixíssima quilometragem

Este “Impala 1959” ainda está com as placas amarelas e mantém a pintura e mecânica original

Em perfeito estado, ainda com pintura original este “Plymouth 1952”

Chevrolet com câmbio Hidramático

“Opel” que deu origem ao “Chevrolet Caravan”

Dodge Charger RT 1977

Opel 1957

Opel 1960

Dois exemplares do “Dodge Polara” os famosos “Dojinho”

É evidente a preferência do proprietário pela marca “Opel”

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Devido a disposição dos carros, não foi possível ângulos muito perfeitos para as fotos

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Melhor que seja assim e eles continuem bem quietinhos nesta garagem dos sonhos

Fotos e texto de: Marcus Vinicius

Memórias Sobre Rodas “RENAULT GORDINI”

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O Renault Gordini, foi um carro lançado pela francesa Renault em 1958 na Europa e, mediante licenciamento, pela Williys Overland em 1962 no Brasil. A Willys Overland foi uma empresa associada à Renault. Era o sucessor do Renault Dauphine, com uma mecânica mais refinada. Tinha os mesmos 845 cc de capacidade cúbica, mas desenvolvia 40 cv e possuía um câmbio de quatro marchas que lhe dava um desempenho bem superior ao modelo original, com apenas 31 cavalos e câmbio de três marchas. O aumento de potência no motor Ventoux cht foi obra de Améedée, piloto e respeitado construtor de motores e carros de competição nos anos 50 e 60.

O Gordini tem menos de 4 metros de comprimento e 1,44 metro de altura. Mesmo com quatro portas, a impressão é de que quatro adultos não cabem lá dentro. A carroceria é monobloco e a suspensão, independente nas quatro rodas.g5

O motor, traseiro, é pequeno e sobra muito espaço sob o capô. Pequeno mas eficaz, sua performance foi elogiada pela imprensa especializada já nas primeiras provas. A revista Quatro Rodas, no teste de lançamento, fez com o Gordini de 0 a 100 km/h em 28,7 segundos e chegou aos 125 km/h de máxima. No trânsito da cidade, seu consumo foi de 8,3 km/l. Estava fadado ao sucesso, afirmava a revista.

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Mas a boa crítica não o livrou de um incômodo apelido tascado pelo povo, emprestado de uma campanha publicitária de leite em pó: “Leite Glória”, rapidamente seguido de um “desmancha sem bater.” Credita-se essa maledicência a uma crônica dificuldade de relacionamento da suspensão com nossas ruas e sua tendência de transformar a água do radiador em vapor.

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Participou de um teste de resistência em outubro de 1964 para melhorar a fama do modelo no Brasil. O teste foi realizado entre os dias 27 de outubro de 17 de novembro no Autódromo de Interlagos. Consistia em andar com o carro nestes vinte dias, parando apenas para abastecimento e pequenos reparos de manutenção.

Apesar de sofrer um capotamento durante os testes, o valente carrinho percorreu mais de  50.000 Km com média de 97,03 Km/h. Foi um feito e tanto, considerando-se que choveu muito durante o percurso e o carro avariado pelo acidente.

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Após o feito, a Willys veiculou anúncios divulgando a força do Gordini. Infelizmente, o público não engoliu, o Gordini continuou a vender pouco, e resistiria somente mais três anos em linha. Foi substituído pelo Corcel, um carro desenvolvido pela Willys e a Ford do Brasil, chamada na época de Ford-Willys e mecânica Renault. Adaptado às condições do Brasil, foi um sucesso de vendas, mas, nunca atingiu o nível do Fusca.

Memórias Sobre Rodas “DKW VEMAGUET”, “BELCAR” e “FISSORE”

A Vemaguet é um automóvel brasileiro produzido pela “Vemag”, sob licença da fábrica alemã DKW, entre 1958 e 1967, juntamente com o “Grande DKW Vemag”

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Belcar 1961

O “Grande DKW Belcar recebeu a denominação de Belcar,  apenas em 1961.

Teve dois derivados populares, a Caiçara produzida entre  1963 e 1965 e a Pracinha, produzida em 1965 e 1966.

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DKW 1963

Até 1963 as portas dianteiras abriam ao contrário, da frente para trás, no sentido do conforto, conquistando o apelido de portas “suicidas” (conforme os americanos se referem a este tipo de abertura) ou portas “deixa ver” ou “DêChaVê” (como ficou comum no Brasil).  Esta última denominação refere-se obviamente ao uso dessas portas por mulheres vestindo saias.

d-mSeu motor de três cilindros em linha e dois tempos (precisa misturar óleo a gasolina), com volume de 1 litro, é dianteiro, assim como a tração. Uma bobina por cilindro, refrigeração liquida, partida elétrica. Motor que ao invés de usar buchas, casquilhos ou bronzinas em suas partes móveis, usa rolamentos, proporcionando assim uma durabilidade acima do comum para os carros da época.

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DKW FISSORE

Em 1964 é lançado no mercado o DKW Fissore. Neste ano a Vemag contava com 4.013 funcionários e uma área de pouco mais de 87.000 m². Seus veículos já contavam com praticamente 100% de nacionalização.

d-65 Em 1964 a Vemaguet têm suas portas alteradas, elas passam a abrir do modo convencional e não mais ao contrário.

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DKW Série Rio 1965

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Em 1965 é lançada a série Rio, em homenagem aos quatrocentos anos de fundação da cidade do Rio de Janeiro, que, trazia bancos em dois tons de cores, bancos dianteiros com três posições de encosto e limpador de para-brisas com maior área de ação.

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A Vemag havia passado quase dez anos sem introduzir modificações de maior vulto em sua linha. Para que o carro  continuasse a  competir no mercado, em setembro de 1967 a parte dianteira recebeu nova grade em motivos horizontais, que ocupava toda a frente do carro, inclusive os pára-lamas e os quatro faróis. Na traseira colocavam-se novas lanternas horizontais que davam uma impressão de rebaixamento do veículo. O sistema elétrico passou de 6 para 12 volts e foi equipado com alternador em lugar do dínamo. O diferencial voltou a ser mais “longo”, passando a 4,7 k de redução, e possibilitou aumentar um pouco as velocidades máximas sem alterar a aceleração. Mas, em dezembro do mesmo ano, devido a aquisição do Grupo Union pela Volkswagen, encerrou-se a produção do DKW.

Daqui não saio, daqui ninguém me tira.

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Brasilia 1978, sempre na mesma garagem desde zero quilômetro.

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garantia de autenticidade pelo comprovante de revisão aos 1.000 km.

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Quem conduziu a Brasilia de 1978 até 1988 foi o Jurandir Nascimento (ano de sua morte),  a partir daí a D.Joana D’Arc, proprietária do carro, assumiu a direção.

Sempre muito bem cuidada, manutenção  em dia, e seus 140.000 km rodados é o brinquedinho da família.

Ainda conserva a pintura original, e acessórios de época, como: para-barros, calotas cromadas e protetores de pára-choques.

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Muito legal passear no carro. Na foto Jaderson Gomes (sobrinho da D.Joana D’Arc) e Mércia Nascimento (filha da D. Joana D´Arc)

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Hoje quem cuida e dirige a Brasília é a Joana (filha), que,  com certeza, não vai deixar que ela saia, e ninguém a tire da garagem.

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Para encerrar, a Brasilia leva o selo de originalidade do

“Gasolina na Veia”

MEMÓRIAS SOBRE RODAS “VW 1600, Variant e TL”

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Derivado dos Typ 3 alemães (um protótipo que não entrou em produção), o Brasil viu em dezembro de 1968 a estreia do VW 1600, um carro de três volumes e quatro portas, com um motor a ar de 1600 cc, instalado na traseira. Acomodava quatro passageiros e desenvolvia velocidade máxima de 135 km/h. A dianteira, única no mundo, possuía faróis retangulares até 1970, quando foram substituídos por dois faróis redondos de cada lado.

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Os frutos da linha iniciada pelo VW1600 (apelidado de Zé do Caixão) foram positivos para a Volks. Então, derivando dele, a fábrica seguiu a tendência natural da linha europeia, lançando a perua Variant, em 1969.

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Com a saída de linha do 1600 original, a fábrica lançou o dois volumes e meio (fastback) TL em 1970, com o motor horizontal da Variant , que já no ano seguinte seria eleito pela Revista Auto Esporte o Carro do Ano de 1971

A Variant e o TL possuíam a mesma motorização do VW1600, porém o estilo de carroceria fez toda a diferença. Além da pequena área de carga na dianteira, agora havia um amplo espaço na traseira, ampliado pelo motor horizontal que ocupava bem menos espaço. No caso da Variant, o espaço total para carga chegava a 640 litros. O problema da rejeição ao design foi solucionado em 1971, através de uma reestilização da dianteira. Ambos os carros ganharam uma dianteira mais baixa e inclinada para dentro. Apesar do apelido “cabeça de bagre”, o novo desenho obteve grande aceitação.

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A VW também lançou uma versão de 4 portas do TL, para atrair os motoristas de táxi (que utilizaram muito o VW 1600 quatro portas).

Os modelos acumularam boas vendas no decorrer da década de 70. Apesar do sucesso no mercado brasileiro e da ausência de competidores, a idade do projeto começava a pesar.

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Então, a Volks decidiu introduzir também aqui a linha Passat, já em 1974, ocupando o mesmo nicho de mercado do TL.

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Esta concorrência interna, somado ao lançamento do VW Brasília, decretou o fim da linha TL em 1975, podendo-se encontrar algumas unidades residuais no ano de 1976.

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Com o intuito de manter a linha de veículos com motores refrigerados a ar, a Volks do Brasil investiu em um projeto próprio, a Variant II, basicamente uma versão maior do Brasília. Com vários avanços técnicos, o modelo impressionava quando comparado a sua “irmã mais velha”. Porém problemas mecânicos inerentes ao modelo (e o futuro lançamento da Parati planejado pela fábrica, para ocupar a mesma posição de mercado) trouxeram o fim do modelo já em 1981.

“DEMOCRATA” o carro brasileiro que nunca foi para as ruas

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CHAMADO DE “TUCKER BRASILEIRO”

A Indústria Brasileira de Automóveis Presidente (IBAP) foi uma montadora de carros nacional, fundada em 1963 por Nelson Fernandes, em São Bernardo do Campo, no estado de São Paulo. Inicialmente com 120 funcionários, estes teriam benefícios como título de propriedade da IBAP, participação na diretoria, desconto na compra do carro e preferência para se tornarem revendedores. Fernandes tinha o sonho de criar automóveis modernos e com projeto 100% nacional.zz3O primeiro e único automóvel desenvolvido foi o luxuoso Democrata, com duas ou quatro portas, carroceria de plástico reforçado com fibra de vidro e motor italiano (o único componente não nacional, fornecido pela empresa italiana Procosautom – Proggetazione Costruzione Auto Motori), com cabeçotes de fluxo cruzado confeccionados em alumínio  e montado na traseira. O projeto foi duramente atacado pela revista “Quatro Rodas”, e consta que um forte lobby das montadoras instaladas no país junto ao governo militar, acabou sepultando a IBAP e o sonho de Fernandes.

Das cinco unidades, só restaram três, restauradas com peças que haviam sido apreendidas pela justiça. Um dos exemplares foi entregue a Nelson Fernandes, que passou a dedicar-se ao negócio de cemitérios verticais e os outros dois permanecem com o mecânico e colecionador José Carlos Finardi, de São Bernardo do Campo. Um desses modelos pode ser visto no Museu do Automóvel que fica na cidade de Canela/RS.

VEJA REPORTAGEM DE “AUTO ESPORTE” EM 2007

Museu da Ferrari em Maranello-Itália

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É um museu de carros Ferrari que está localizado a cerca de 300 m das fábricas da Ferrari em Maranello , perto de Modena . Dedicado à montadora do cavalo empinado, não só coleciona carros, mas também expõe prêmios, fotografias e outros objetos históricos relacionados com a história do automobilismo italiano. A exposição também apresenta inovações tecnológicas, muitos dos quais estão a transição entre os carros de corrida e modelos de estrada. O museu foi inaugurado em fevereiro de 1990 , e uma nova ala foi adicionado em outubro de 2004 . A Ferrari assumiu a gestão do museu em 1995, com superfície total de 2.500 metros quadrados e recebe anualmente cerca de 180 mil visitantes.

 Assista o vídeo:

Glup, glup, glup…

36 ANOS ESQUECIDA NO FUNDO DE UM LAGO

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Muito interessante: um hotel da Noruega comprou uma bela VW Kombi nova, em 1957, a famosa “Kombi panorâmica” de 23 janelas. Em 1973 deu problemas na caixa de câmbio, e não valia a pena consertar. Então jogaram a pobrezinha num lago, e ficou  submersa até ser resgatada em 2009

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Para que não boiasse, colocaram dentro dela aproximadamente 300 garrafas velhas

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Mergulhadores conseguiram retirar boa parte do lixo que estava dentro, e ,amarraram um guindaste para puxá-la do fundo do lago

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O dono do hotel em que ela estava registrada ,doou o carro para Morten, o maluco que a tirou do fundo do lago

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Ele conseguiu limpar tudo, arrumou o câmbio, as suspensões e freios, fez o motor funcionar, mas,  não a  restaurou por completo

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A kombi após pequenas alterações

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Esta é a Kombi antes de ser jogada no lago

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Enquanto existirem estes malucos, a memória dos antigos será preservada

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