O Grégoire foi produzido de 1950 a 1954 pela montadora francesa Hotchkiss, muito luxo e exclusividade, mas com apenas 247 unidades.

O Grégoire era um sedã de quatro portas com aparência moderna. O sedã não teve vendas expressivas; com isso, versões cupê e conversível com carroceria especial foram apresentadas no Salão do Automóvel de Paris de 1952.

No Salão do Automóvel também foi apresentado um cupê aerodinâmico baseado no Grégoire, com um chamativo vidro traseiro ‘panorâmico’ com carroceria do construtor Henri Chapron.

Por mais de trinta anos, cada novo Hotchkiss representou uma evolução gradual do modelo anterior. Com o Grégoire, a Hotchkiss deu início a uma nova geração de carros. O carro levava o nome de seu designer, Jean-Albert Grégoire, um homem que se destacou na década de 1930 como projetista de automóveis, com experiência em design de carros com tração dianteira.

Após a Segunda Guerra, com a demanda europeia por aviões de guerra reduzida, a indústria do alumínio encontrou oportunidades nos designs mais radicais que surgiam no setor automotivo, e o Hotchkiss Grégoire se destacou por seu chassi leve, que incorporava muito alumínio. O carro também apresentava um novo motor boxer horizontal de quatro cilindros refrigerado a água, com 2180 cc.

O desempenho comercial do Grégoire foi afetado pelos altos custos de desenvolvimento do modelo, que tiveram que ser diluídos entre os carros vendidos. Devido ao baixo volume de vendas, o preço de varejo elevou significativamente, reduzindo ainda mais as vendas.

O governo francês, no início da década de 1950, penalizava fortemente os carros maiores, forçando as montadoras produzir carros econômicos. Em 1953, foram montados 40 Grégoire, e quando a produção cessou, 247 Hotchkiss Grégoires haviam sido construídos; destes, 235 eram sedãs de quatro portas.

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Matéria de Marcus Vinicius
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29/05/2026
